sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Uma ciência também ecológica

A Ergonomia visa preservar o maior patrimônio da natureza: o Homem. Se ela preserva o Homem, é também uma ciência ecológica.

Nascendo com o Homem, quando ainda nem se falava em ecologia, a ergonomia já se dedicava à sua preservação. Modificando os ambientes, quer externa ou internamente, colocando o bem estar das pessoas, faz seu papel.

Quando falamos em preservar o Homem, estamos buscando sua qualidade de vida, qualidade esta principalmente ambiental.

Não se trata apenas da relação do homem com a natureza.

Os "ambientes" em que o Homem vive são diversos e cada qual possui suas características.No trabalho, o Homem tem seu ambiente que, embora único, pode ser dividido em dois ambientes distintos, compondo-se de aspectos físicos e psicológicos. A ergonomia busca salvaguardar a saúde psicofisiológica do ser humano.

O ambiente físico, quando apresenta problemas, tem causas aparentes, visíveis, mensuráveis, palpáveis. Mas, o que dizer do ambiente emocional?O ambiente emocional influi sobre cada indivíduo de forma diferenciada, pois cada um está apto a "sentir" este ambiente de acordo com suas experiências de vida e estado psíquico do momento.

A qualidade do ambiente emocional é uma medida subjetiva que afeta cada um com determinada forma e intensidade.

O que não se deve jamais é separá-los e sim estudá-los como um todo pois estes estão interagindo constantemente, e por vezes, se modificando.As pessoas não agem da mesma maneira o tempo todo, modificam seu comportamento conforme a situação, estado de humor, temperatura, época do ano, etc.

Isto é normal e saudável, pois colabora também na prevenção da monotonia.

Problemas começam à surgir quando o ambiente deixa de se tornar equilibrado pela ação de um ou mais indivíduos com atitudes e/ou personalidades que podem criar "climas insalubres".

Estes indivíduos podem ser caracterizados pelos pessimistas, ambiciosos demais, intolerantes e intoleráveis entre outros.

O desequilíbrio, que pode ser gerado por determinadas reações de cada indivíduo perante a situações inconfortáveis, pode levar a problemas físicos que foram gerados por uma falta de estabilidade emocional no ambiente.

Vale lembrar que cargas emocionais são agentes estressantes tão poderosos quanto cargas físicas.O estado emocional alterado faz com que o hipotálamo e a glândula hipófise trabalhem demais. O cérebro produz em exagero os corticóides, substâncias que em excesso acabam por bloquear as defesas imunológicas. Com a queda da resistência, as doenças se instalam com mais facilidade no organismo. É comum o surgimento de hipertensão e gastrite nestas situações. Também há outros efeitos.

O ritmo do coração aumenta pois o estresse também descarrega adrenalina no sangue, e estas descargas, se forem contínuas, tanto pior para as artérias, que são obrigadas a suportar uma pressão sanguínea maior para cada vez que isto ocorre. Com a sobrecarga dos batimentos cardíacos, os pulmões também passam a trabalhar em excesso, abrindo as portas do organismo para doenças respiratórias.Um dos mecanismos que ajuda a controlar estas situações é o diálogo. Manter um ambiente psíquico saudável garante ao menos 50% de um bom ambiente.

As pessoas querem e gostam de ser ouvidas.O diálogo entre as pessoas é de grande valia na qualidade ambiental, poder dizer o que se pensa e ouvir o que os outros têm a dizer facilita as relações interpessoais e evita mal entendidos.

Estar aberto a novas idéias e atento a possíveis sugestões de melhora também ajuda.Perguntar ao funcionário o que ele quer ou gostaria antes de lhe impor algo, faz com que fique mais fácil o aceite da mudança, sua implantação e sua colaboração.

A conscientização do porquê se utilizar determinada norma ou procedimento e estar aberto à críticas, para melhoramento destas normas, amplia o bem estar no trabalho.

As pessoas necessitam participar ativamente dos processos para se sentirem como parte deles, passando assim de mero expectador a agente modificador.

Tomando para si também a responsabilidade de tornar cada vez melhor seu ambiente.

Não basta ser funcionário: tem que participar!

"Egonomia": preservando o ser humano para torná-lo mais feliz".
Artigo publicado na revista Meio Ambiente Industrial

Para contratar o autor envie e-mail para: atendimento@consultores.com.br

Gestão ambiental e o novo ambiente empresarial

Um dos maiores desafios que o mundo enfrentará no próximo milênio é fazer com que as forças de mercado protejam e melhorem a qualidade do ambiente, com a ajuda de padrões baseados no desempenho e uso criterioso de instrumentos econômicos, num contexto harmonioso de regulamentação.

O novo contexto econômico se caracteriza por uma rígida postura dos clientes voltada à expectativa de interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional no mercado, e que atuem de forma ecologicamente responsável.

Diante de tais transformações econômicas e sociais uma indagação poderia emergir. A questão ambiental e ecológica não seria um mero surto de preocupações passageiro que demandariam medidas com pesado ônus para as empresas que a adotarem? Pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria - CNI e do Ibope mostra o contrário. Revela que 68% dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar mais por um produto que não agredisse o meio ambiente.

Dados obtidos no dia-a-dia evidenciam que a tendência de preservação ambiental e ecológica por parte das organizações deve continuar de forma permanente e definitiva onde os resultados econômicos passam a depender cada vez mais de decisões empresariais que levem em conta que:

A) Não há conflito entre lucratividade e a questão ambiental;

B) O movimento ambientalista cresce em escala mundial;

C) Clientes, comunidade passam a valorizar cada vez mais a proteção do meio ambiente;

D) A demanda e, portanto, os faturamentos das empresas passam a sofrer cada vez mais de pressões e a depender diretamente do comportamento de consumidores que
enfatizarão suas preferências para produtos e organizações ecologicamente corretas.

Mais informações: http://www.consultores.com.br/artigos.asp?cod_artigo=59

Para contatar o autor, envie e-mail para: atendimento@consultores.com.br

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cientistas captam imagem rara de água-viva gigante


O corpo da criatura tem um metro de diâmetro e quatro tentáculos com seis metros de comprimento cada um
Foto: BBC Brasil



Cientistas conseguiram capturar imagens raras de uma água-viva gigante nas profundezas do Golfo do México usando uma câmera em um submarino operado por controle remoto (ROV, em inglês).

O corpo da criatura - Stygiomedusa gigantea - na forma de sino, tem um diâmetro de um metro e quatro tentáculos com seis metros de comprimento cada um. Ela tem uma tonalidade púrpura avermelhada e vive a uma profundidade entre 996 metros e 1.747 metros.

No vídeo, ela é observada, aparentemente, tentando envolver o equipamento com seus tentáculos. Cientistas acreditam que eles tenham a função de envolver a presa. Os pesquisadores dizem que os registros científicos indicam que este tipo de água-viva só foi avistado 114 vezes em 110 anos.

Pouco se sabe sobre a água-viva, mas acredita-se que seja um dos maiores predadores invertebrados do ecossistema das profundezas. Vídeos anteriores foram feitos na costa americana no Pacífico e no Japão, mas esta é a primeira vez que a criatura é encontrada no Golfo do México. Os pesquisadores disseram que houve quatro aparições inesperadas de águas-vivas entre 2005 e 2009, durante um trabalho submarino de rotina realizado por companhias de petróleo.

Através de estudos e registros anteriores, os cientistas confirmaram que a espécie vive em várias partes do mundo. Este projeto é a primeira tentativa de identificar sua concentração no globo.

Mark Benfield, professor da Universidade Estadual de Louisiana, em Baton Rouge, nos Estados Unidos, e sua equipe, esperam encontrar mais exemplares da espécie ao longo do chamado Projeto Serpente, uma colaboração entre cientistas marinhos e grandes empresas de energia, que permite a exploração das profundezas do oceano em detalhe.

O ROV foi fornecido aos cientistas por companhias de petróleo que operam no Golfo do México, como Petrobras, BP, Shell e Chevron.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4400456-EI8145,00-Cientistas+captam+imagem+rara+de+aguaviva+gigante.html

Por aquecimento, águas-vivas invadem praias da Espanha



Na imagem, algumas águas-vivas capturadas por autoridades em praias da Espanha
Foto: BBC Brasil


Milhares de águas-vivas e caravelas portuguesas invadiram praias da Espanha. Na costa norte do país, na época mais movimentada do verão, banhistas estão sendo alertados para milhares de caravelas portuguesas, que têm tentáculos de até 10 metros de comprimento. Mais de 300 pessoas foram feridas nas últimas três semanas.

No outro lado do país, as praias do mediterrâneo também estão enfrentando um problema semelhante, uma invasão de pequenas águas-vivas. Pelo menos 700 pessoas foram feridas na última semana.

Autoridades temem que o problema piore no futuro. Segundo cientistas, o aquecimento global e o excesso de pesca poderá aumentar o número de águas vivas em novos locais.

Estudo: elefantes são 'engenheiros' que ajudam a biodiversidade

Um estudo de cientistas americanos afirma que áreas destruídas por elefantes abrigam mais espécies de anfíbios e répteis do que aquelas que ficam intocadas, o que faz dos paquidermes verdadeiros "engenheiros ecológicos". Os pesquisadores encontraram 18 espécies de animais em locais altamente danificados pelos elefantes, enquanto as áreas intactas tinham apenas oito. As descobertas foram publicadas na revista African Journal of Ecology.

"Elefantes, junto de algumas outras espécies, são considerados engenheiros ecológicos porque as suas atividades modificam o habitat de uma maneira que afeta muitas outras espécies", explica Bruce Schulte, da Universidade Western Kentucky (EUA). "Eles fazem de tudo, desde cavar com suas patas dianteiras, puxar grama e derrubar grandes árvores. Assim, realmente mudam a paisagem."

O cientista afirma que o sistema digestivo dos elefantes, por não processar muito bem todas as sementes que eles comem, também ajuda na modificação do habitat. "Como as fezes são também um ótimo fertilizante, os elefantes são capazes de rejuvenescer a paisagem ao transportar sementes para diferentes lugares", disse Schulte à BBC.

A equipe da Universidade Georgia Southern (EUA) realizou o estudo entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008 no rancho Ndarakwai, uma área de 4,3 mil hectares no nordeste da Tanzânia. Os cientistas identificaram áreas com grandes, médios e baixos danos causados por elefantes criados livremente, em comparação com uma área de 250 hectares que foi isolada de grandes herbívoros, como elefantes, girafas e zebras. Ao buscar amostras de espécies, os pesquisadores encontraram "uma tendência de maior riqueza em áreas com danos causados por elefantes do que na vegetação florestal."

Melhores amigos dos sapos
No artigo, os cientistas concluem que a diferença na riqueza animal nas áreas danificadas era provavelmente resultado da "engenharia" dos elefantes, gerando novos habitats para uma diversidade de espécies de sapos. "As crateras e destroços de madeira formados por árvores quebradas e arrancadas pela raiz (aumentaram) o número de refúgios contra predadores", diz o estudo.

Os cientistas afirmam ainda que os locais também favoreceram insetos, que se tornaram uma importante fonte de comida para anfíbios e répteis. Schulte afirma que a descoberta traz implicações para estratégias de manutenção do habitat e da vida selvagem. "Se estamos administrando o habitat, então claramente temos que saber para que o estamos administrando", diz. "O que este estudo aponta é que, embora algumas coisas não pareçam particularmente boas para o olho humano, isto não significa necessariamente que isto é prejudicial para toda a vida que está ali."

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4752018-EI8145,00-Estudo+elefantes+sao+engenheiros+que+ajudam+a+biodiversidade.html

Golfinhos aprendem a "andar" sobre a água por diversão, diz estudo

Golfinhos selvagens estão aprendendo naturalmente a "andar" sobre a água na Austrália, em um caso de aparente transmissão de conhecimento destinado à diversão, e não à sobrevivência.

Seis golfinhos já foram vistos no rio Port, em Adelaide, dominando a técnica - que consiste em bater a cauda de forma furiosa, forçando o corpo verticalmente para a superfície.

O comportamento não parece ter qualquer benefício evidente em termos práticos, como a obtenção de alimento, dizem cientistas que trabalham na Sociedade de Conservação das Baleias e dos Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês).

A descoberta foi feita pelo cientista Mike Bossley, da WDCS, que passou 24 anos estudando os golfinhos que vivem no rio Port. Nos últimos anos, Bossley observou duas fêmeas adultas, batizadas de Billie e Wave, tentando andar sobre a água. Agora, quatro outros espécimes, incluindo filhotes, foram registrados tentando aprender o truque dos adultos. Eles já foram vistos treinando, embora com menos sucesso.

Truque raro
O ato de bater a cauda na água para erguer o corpo de forma vertical e se movimentar em seguida é visto facilmente entre golfinhos mantidos em cativeiro e treinados para fazer truques, mas isto é difícil na vida selvagem. De acordo com a WDCS, além de Billie e Wave, somente um outro golfinho adulto havia sido visto "andando" no rio Port ao longo de milhares de horas de observações científicas, e mesmo assim, por uma única vez.

Acredita-se que Bille tenha aprendido o "andar" em um curto período no qual ela esteve mantida em cativeiro, antes de ser levada de volta à vida selvagem. Ela transmitiu o comportamento para Wave, e agora as duas parecem passar o aprendizado para uma comunidade mais ampla.

Os fotógrafos da WDCS Marianna Boorman e Barbara Saberton recentemente documentaram o filhote de Wave, batizado de Tallula, também tentando "andar" sobre a água. O truque também está sendo tentado por outra fêmea, chamada Bianca, e por dois filhotes, Hope e Bubbles. Todos podem ser vistos diariamente tentando aplicar a técnica.

Chimpanzés e orcas
Entre as espécies conhecidas por transmitirem comportamentos, estão os chimpanzés, que aprenderam a "pescar" cupins com varas. Já as orcas ensinam várias técnicas, como para caçar focas, por exemplo. No entanto, há poucos exemplos documentados de animais passando "culturalmente" comportamentos que não sejam relacionados com a busca de comida.

Segundo Bossley, a técnica dos golfinhos de "andar sobre a água" parece ser exclusivamente destinada à diversão. "A cultura, no sentido amplo do temo, definido como 'aprender a característica comportamental de uma comunidade' está sendo agora frequentemente apresentada no rio Port", explica.


http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4753581-EI8145,00-Golfinhos+aprendem+a+andar+sobre+a+agua+por+diversao+diz+estudo.html

Bombeiros tentam salvar baleia encalhada em praia de Búzios

Uma baleia encalhou na segunda-feira na praia de Geribá, em Búzios, na Região dos Lagos, Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, bombeiros tentavam salvar o animal.

No final da manhã de hoje, a equipe de resgate aguardava liberação de um rebocador para tentar retirar o animal. Segundo a agência Reuters, moradores também ajudam na tentativa de resgate do animal.

As baleias jubarte migram, entre julho e novembro, da Antártida. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), essa espécie foi considerada ameaçada de extinção nos anos 80, mas a população do animal cresceu e estima-se que 60 mil vivam na natureza hoje. Apesar da melhora, a população é equivalente a apenas 50% da de 1940.

Com informações de O Dia.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4756066-EI8145,00-Bombeiros+tentam+salvar+baleia+encalhada+em+praia+de+Buzios.html

sábado, 23 de outubro de 2010

Uneb: Encontro discute ações para minimizar os impactos ambientais

Alexandre Levi
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação


Qual deve ser a participação das comunidades nas dinâmicas socioambientais contemporâneas?

Para discutir questões como essa, o Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (Numa), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB, irá promover nos dias 25 e 26 de outubro o II Encontro Ambiental da universidade.

O evento, que será realizado no Teatro UNEB, Campus I, em Salvador, está realizando inscrições, gratuitamente, na secretaria do curso de Pedagogia.

De acordo a coordenadora do Numa, Darluce Oliveira, o evento busca refletir sobre ações que minimizem os impactos ambientais planetários.

“O processo de educar para a sustentabilidade é bastante complexo e deve ser plural e participativo. Por isso, o encontro será uma oportunidade de reunir professores, diretores, coordenadores, funcionários, alunos e a sociedade a fim de repensarmos nossas atitudes para com o ambiente em que vivemos”, salienta Darluce.

Arte em papel e como fazer jóias com garrafas pet são algumas das oficinas previstas na programação, que conta ainda com mesas-redondas e palestras.

“O Numa é um importante núcleo da Proex. Sempre imbuído nas causas ambientais. Vamos apoiar sempre iniciativas que busquem o bem coletivo”, frisa Adriana.

A pró-reitora sinaliza que serão disponibilizadas, no campus, lixeiras para coleta seletiva, canecas − para diminuir o consumo dos copos plásticos − e ainda haverá ampla divulgação de material informativo a respeito das práticas ecologicamente corretas.

Informações: Numa/Proex – tel. (71) 3371-0107 (ramal 231).

http://www.uneb.br/2010/10/22/encontro-discute-acoes-que-minimizem-os-impactos-ambientais/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Bancadas ambientalista e ruralista ganham reforços no Congresso

Danilo Macedo e Luana Lourenço, da Agência Brasil
Os impasses entre as bancadas ruralista e ambientalista no Congresso Nacional por mudanças nas legislação ambiental devem continuar na próxima legislatura. Além da reeleição de figuras conhecidas na briga recente em torno do Código Florestal – como os deputados Aldo Rebelo (PCdoB) e Ivan Valente (P-SOL) –, novos nomes devem atrair ainda mais holofotes para o debate.

A bancada ruralista conseguiu reeleger 147 dos 241 parlamentares que fazem parte oficialmente da Frente Parlamentar da Agropecuária e deve ganhar nomes emblemáticos. Entre os recém-eleitos estão o ex-governadores Blairo Maggi (PR), de Mato Grosso, Ivo Cassol (PP), de Rondônia, e Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina. Também devem se juntar à bancada a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), e o deputado Irajá Abreu (DEM-TO), filho da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu.

Apesar dos 60% de reeleição da bancada ruralista, nomes tradicionais do agronegócio foram reprovados pelas urnas, caso dos deputados Valdir Colatto (PMDB-SC) – vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – e Anselmo de Jesus (PT-RO).

Na avaliação do coordenador de políticas públicas do Greenpeace, Nilo D'Ávila, apesar da reeleição, alguns ruralistas perderam votos pela defesa de mudanças no Código Florestal. “A bancada da motosserra também perdeu. O Aldo Rebelo em 2006 teve 179 mil votos e agora caiu para 132 mil. O Duarte Nogueira (PSDB-SP) também caiu, de 170 mil para 124 mil.”

O lado “verde” da força manterá no Congresso nomes como Sarney Filho (PV-MA), Ivan Valente (P-SOL-SP) e Dr. Rosinha (PT-PR), que têm defendido a integridade da legislação ambiental. A bancada deve ganhar reforços com a eleição para o Senado dos ex-governadores Eduardo Braga (PMDB), do Amazonas, e Jorge Viana (PT), do Acre.

D'Ávila acredita que os quase 20 milhões de votos da ex-senadora Marina Silva na disputa presidencial devem ampliar o debate sobre questões ambientais no país, inclusive no Legislativo. “A bancada verde vai chegar motivada pelo reconhecimento das urnas”.

http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=5633870

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Coelba lança projeto itinerante Educação com Energia

É lançado nesta quinta-feira, 07, na Praça da Sé, em Salvador, o projeto da Coelba em parceria com a Secretaria de Educação da Bahia (SEC) Educação com Energia. A iniciativa consiste em ensinamentos sobre o uso racional e eficiente da energia elétrica, ensinado de uma forma lúdica e interativa, com recursos multimídia, palestras e experimentos. A forma como isso vai acontecer é inovadora: o caminhão da Educação com Energia, adaptado para o desenvolvimento de ações pedagógicas, se transforma numa sala de aula climatizada, com recursos tecnológicos avançados para atender alunos e professores de uma forma dinâmica e atrativa.

O lançamento terá a presença de Marcelo Corrêa, presidente do Grupo Neoenergia, holding da Coelba; Moisés Sales, presidente da distribuidora, e Osvaldo Barreto, secretário de Educação do estado. A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia vai investir cerca de R$ 1,5 milhão na iniciativa, que integra o Plano Anual de Eficiência Energética da concessionária.

A ação educativa inicialmente passará por 100 escolas, atendendo cerca de 20 mil estudantes e 500 educadores. As visitas já começam no dia 19 deste mês, e o primeiro destino a ser visitado é o município de Brumado, local em que serão visitadas 20 escolas. Na continuidade do itinerário, estão as cidades de Itabuna, Porto Seguro e Salvador. Segundo a assessoria de comunicação da Coelba, a partir do contato da companhia com as secretarias de educação de outras cidades do estado, mais municípios entrarão no projeto, que segue até o final de 2011.

Dentre os recursos tecnológicos do caminhão da Educação com Energia, estão iluminação cênica, vídeos em três dimensões (3D), telões de LED, monitores touchscreen (sensíveis ao toque), entre outros. A unidade móvel também levará alguns experimentos do Museu de Eficiência Energética da Coelba, como a Casinha Eletrificada, plataforma que simula o consumo energético de uma residência.

O projeto, além de capacitar alunos com apresentações e oficinas, vai permitir que professores atuem como multiplicadores das práticas de eficiência energética. Os docentes terão aulas sobre Economia de Energia, Preservação Ambiental e Segurança e Eletricidade. A Coelba vai disponibilizar os recursos necessários para a formação, a expemplo de publicações do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), cartilhas, folders e vídeos educativos.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Coelba, o material didático será doado para as escolas, e ficará à disposição nas bibliotecas e instituições.

| Serviço |

O quê: Projeto Educação com Energia

Quando: A partir de 19 de outubro. Lançamento nesta quinta-feira, 07 de outubro, às 10h

Onde: Em 2010, as cidades confirmadas são Brumado, Itabuna, Porto Seguro e Salvador.

Lançamento acontece na Praça da Sé

http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=5631425

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Baleia é encontrada morta na praia de Ilhéus

a manhã desta segunda-feira, 27, mais uma baleia foi encontrada morta na Praia do Sul, em Ilhéus (sul do Estado), nas proximidades do Condomínio Águas de Olivença. De acordo com o pescador Jurandir Ferreira Lima, morador no local, o mamífero, que mede aproximadamente 10 metros, apareceu no local já morto

Esta é a quinta baleia que morre encalhada na região no mês de setembro, do total de 30 no litoral baiano. Nesse período, é comum que esses animais deixem a Antártida e migrem para o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, em Caravelas, no extremo sul da Bahia, em busca de águas quentes, para acasalar.

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5627389

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A Questão da Ética no Meio Ambiente Urbano

1.A importância da paisagem

Quando se pensa numa cidade, pensa-se sempre em funcionalidade. As vias públicas, os edifícios, e todos os equipamentos que compõem o cenário urbano devem ser concebidos para o eficiente exercício de funções como moradia, trabalho, circulação e lazer. Embora a preocupação com a funcionalidade seja a mais evidente, é certo que não deve ser a única.

Não é nosso objetivo discorrer sobre o fascínio que a beleza e a formosura das coisas exercem sobre o ser humano. Interessa-nos, apenas, destacar que o culto ao belo faz parte da cultura do homem. Não é por outra razão que cerca-se de ornamentos, valoriza a harmonia da forma e da cor dos objetos e suas qualidades plásticas e decorativas.

Pode-se falar, assim, numafunção estética [3] que as coisas em geral devem possuir a fim de criar uma sensação visualmente agradável às pessoas. Isso vale também para as paisagens que cercam nosso dia-a-dia, sobretudo nas cidades.

Os elementos que compõem o cenário urbano devem estar ordenados de forma harmônica, que possa ser apreciada. A função estética da paisagem urbana deve ser levada em conta pela Administração em toda e qualquer intervenção urbanística e sua proteção e garantia devem ser disciplinadas em lei. É evidente que o julgamento de padrões estéticos será sempre subjetivo, e a imposição de um padrão oficial de estética seria autoritária. Algum grau de consenso, no entanto, pode haver em relação à beleza de elementos naturais em geral (vegetação, céu, lagos, rios e praias) e até de elementos artificiais (monumentos, prédios históricos com características marcantes de determinado estilo e fachadas visualmente desobstruídas).

Aspectos culturais, ecológicos, ambientais e sociais devem também ser considerados, além do aspecto plástico, quando se pensa em paisagem. Até mesmo como recurso que favorece a atividade econômica a paisagem deve ser encarada. O potencial turístico de cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Ouro Preto está diretamente ligado à formosura de suas paisagens. A indústria do turismo, com todos seus desdobramentos econômicos, nessas e em outras cidades, depende da conservação e melhoria de seus belos panoramas.

http://ambientes.ambientebrasil.com.br/urbano/poluicao/a_questao_da_etica_no_meio_ambiente_urbano.html

Poluição Urbana

Os poluentes provêm de várias fontes, algumas emitidas diretamente de veículos automotores, outras formadas indiretamente através de reações fotoquímicas no ar.

A poluição atmosférica, nas regiões urbanas, tem aumentado devido à crescente atividade industrial e ao aumento do número de veículos motorizados em circulação. A qualidade do ar urbano tem causado sérios problemas às condições de vida das pessoas, das plantas e dos animais que vivem nas cidades e arredores.

Elevadas concentrações de poluentes advindos de atividades industriais e do processo de descarga da combustão de veículos automotores, partículas sólidas em suspensão, gotículas de óleo expelidas pelos motores, altas concentrações de CO, CO2 e SO2 e compostos de Flúor e Cloro são algumas das causas da baixa qualidade do ar.

Estes poluentes provêm de várias fontes, algumas emitidas diretamente de veículos automotores, outras formadas indiretamente através de reações fotoquímicas no ar.

http://ambientes.ambientebrasil.com.br/urbano/poluicao/poluicao_urbana.html

Problemas Ecológicos das Grandes Áreas Urbanas

Da forma em que existem atualmente, os sistemas urbanos são artificiais, imaturos e ineficientes em termos energéticos. Precisam da importação de grandes volumes de energia e alimento para a sua manutenção, e por isso não se auto-sustentam.
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Alguns aspectos, como a importação de alimento e energia, são comuns a qualquer centro urbano, independentemente do seu tamanho. Outros, no entanto, acontecem de forma problemática somente nas grandes cidades. Entre estes últimos, temos a poluição do ar e o destino dos resíduos sólidos. A construção desordenada em áreas de risco e as deficiências no saneamento básico também afetam de modo mais drástico as grandes cidades.

Um aspecto importante que deriva diretamente da alta densidade populacional é o da transmissão de doenças. Antes que os humanos se tornassem sedentários com o advento da agricultura, as condições para a transmissão e persistência de doenças virais e bacterianas eram pouco adequadas, principalmente devido ao pequeno número de hospedeiros e seu isolamento. À medida em que os núcleos urbanos foram crescendo, os seus habitantes viraram reservatórios das doenças e a erradicação destas foi ficando mais complicada. O comércio e posteriormente as viagens intercontinentais propiciaram a introdução de doenças contra as quais as populações não eram imunes. Atualmente, apesar dos avanços da medicina, características como superpopulação, mudanças ambientais e intercâmbio intenso de mercadorias são fatores de risco que beneficiam o espalhamento de novas doenças ou novas formas de doenças conhecidas, principalmente aquelas como a gripe, cujos vírus têm uma alta taxa de mutação.

Da forma em que existem atualmente, os sistemas urbanos são artificiais, imaturos e ineficientes em termos energéticos. Precisam da importação de grandes volumes de energia e alimento para a sua manutenção, e por isso não se auto-sustentam. Por outro lado, cidades têm caracteristicamente uma alta heterogeneidade espacial, o que proporciona uma alta diversidade. Embora isto pareça um contra-senso, casos de maior diversidade em cidades do que no ambiente natural em que estão inseridas são comuns.

Como exemplo podemos citar povoamentos estabelecidos em regiões desertas ou áridas, em que água e outros recursos são importados e concentrados na urbe. A manutenção da biodiversidade urbana é importante não só para a própria sobrevivência do homem, mas também pelo seu valor intrínseco. Devido à forte ligação dos organismos urbanos com o homem, é necessário um envolvimento mais efetivo das ciências naturais com as sociais para integrar os conceitos ecológicos ao processo de planejamento urbano. Para haver esta integração, são necessárias mais pesquisas sobre quais são e como se organizam os processos ecológicos que agem nos ecossistemas urbanos.

http://ambientes.ambientebrasil.com.br/urbano/artigos_urbano/problemas_ecologicos_das_grandes_areas_urbanas.html

Veja como questionário da WWF ensina como reduzir danos diários ao meio ambiente

Dicas de como ajudar na preservação do meio ambiente

Entra em vigor nova lei que estimula a reciclagem do lixo



A lei, que vai ser regulamentada em três meses, obriga comerciantes, distribuidores e fabricantes a receber de volta vários produtos. A lista vai desde pneus até computadores.

Entrou em vigor nesta terça a nova lei que estimula a reciclagem do lixo. Fabricantes, vendedores e distribuidores passarão a ser responsáveis pelo destino de produtos considerados tóxicos.

É lixo, mas precisa de tratamento especial. A poeira não deixa dúvidas: o ambientalista Ricardo Henrique Cardim não usa nenhum dos equipamentos há muito tempo.

“Se você tem uma consciência ambiental, sabe que isso pode ser reciclado, que vai gerar poluição no ambiente, você acaba guardando esse material até quando?”.

Ricardo vai precisar esperar só mais um pouco. Uma lei que obriga comerciantes, distribuidores e fabricantes a receber de volta os produtos entrou em vigor nesta terça e vai ser regulamentada em três meses. A lista é grande. Vai desde pneus, até computadores e televisão.

O que pouca gente sabe é que mesmo antes dessa lei, algumas empresas já recebiam produtos que não serviam mais. Uma loja, por exemplo, desde março montou um posto pra recolher aparelhos de televisão, que serão entregues ao fabricante. O consumidor precisa apenas assinar um termo de doação.

“Entreguem seus aparelhos antigos. Eu sei que tem um grande apego aos aparelhos antigos, mas é contando com o consumidor que a gente vai chegar lá”, incentiva Walter Duran, diretor de sustentabilidade.

Uma rede de supermercados também se adiantou. Desde o ano passado, recolhe celulares, pilhas e baterias. Quem administra a reciclagem diz que a coleta poderia ser maior.

“A mudança de cultura, a incorporação de novos hábitos são fundamentais pra que isso funcione”, afirmou Felipe Antunes, consultor de sustentabilidade.

“As empresas, o poder público têm que ajudar, além de educar o consumidor a criar essa estrutura pra que essa coleta seja feita de maneira adequada e seja encaminhada pra reciclagem”, acredita Victor Bicca, presidente da ONG Cempre.

Na Universidade de São Paulo, já se faz isso. Qualquer pessoa pode trazer o velho computador. “Nós verificamos se é possível reaproveitar, e, se não é possível, nós passamos pra fase de reciclagem”, explicou Tereza Cristina Carvalho, coordenadora da Tec. de Informação - USP.

“As pessoas têm vontade de fazer, mas às vezes elas não sabem como fazer, e acabam indo pro caminho mais fácil, que é o lixo comum”, alerta Ricardo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Rede social é focada em ações sociais e meio ambiente

Com formato similar ao Orkut e Facebook, o objetivo do BigChain.org é estimular as pessoas a interagir seja em relação ao meio ambiente ou a educação infantil

Sexta-feira, 09 de julho de 2010 às 14h20

"Espero que minha história possa influenciar as pessoas". Esta é uma das frases que melhor descreve o site BigChain.

O slogan da rede, "sua história é uma ação social", resume bem o objetivo do site, que é bem simples: influenciar as pessoas a praticarem ações influenciadas pelas histórias contatadas por amigos do site de relacionamentos.

"O formato do site é similar às redes Orkut ou Facebook, mas com foco principal em estimular o exercício da cidadania entre jovens e adultos de todas as idades", explica Thiago Cancela, criador do BigChain.

"Acho que estava faltando no universo de redes de relacionamento na internet algo com conteúdo social influenciando as pessoas a agir positivamente", completa Thiago.

Através do BigChain.org, os usuários poderão conhecer histórias e ações sociais de diferentes pessoas, compartilhar suas experiências, criar comunidades sociais e conectar-se a amigos e familiares influenciando-os a realizar ações positivas.

Além disso, com o auxílio de um tradutor universal na internet, é possível acessar o site em diversas línguas, permitindo que pessoas de outros países também possam compartilhar histórias.

Para as empresas, o bigchain.org oferece a possibilidade de criação de comunidades privadas, acessível apenas a seus funcionários. Com isso, a ferramenta pode ser utilizada como um canal de comunicação do R.H. com seus colaboradores para troca de experiências, debate de investimentos sociais da empresa e engajamento e incentivo para a realização de ações sociais.

Para fundações e institutos, o bigchain.org oferece ferramentas tecnológicas que permitem um acompanhamento das ações sociais realizadas e uma medição do grau de extensão dos investimentos sociais.

A equipe do bigchain.org esta disponível também para realização de palestras em escolas e universidades com o objetivo de incentivar o exercício da cidadania entre os jovens. Para tanto, é só encaminhar um e-mail para bigchain@bigchain.org.

http://olhardigital.uol.com.br/produtos/mobilidade/celulares-verdes-sao-uma-alternativa-para-diminuicao-do-lixo-eletronico/12731

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ação Social: Stands: Feira da Cidadania aborda proteção ao meio ambiente.

A Polícia de Proteção Ambiental esteve presente na I Feira da Cidadania com um stand que chamou à atenção. Os visitantes puderam ver animais taxidermizados – popularmente conhecido como empalhados – que comporam o clima e ressaltarama importãncia de cada uma fazer a sua parte na luta contra a destruição da natureza.

A Sargento Gracina destacou o trabalho da corporação e disse que o a Polícia de Proteção Ambiental trabalha diariamente na promoção da educação ambiental e proteção aos animais silvestres. Na feira, os policiais deram informações importantes sobre o combate ao trafíco de animais e a importância do cidadão se engajar nessa luta.

Segundo a Sargento, a lei 9605/98, conhecida como a Lei de Crimes Ambientais, tem pontos pouco conhecidos pela população e que uma feira como essa ajuda a divulgar. Como exemplo ela citou o artigo que proíbe a comercialização de partes de animais – unhas, bicos, dentes, etc – mesmo que eles estejam mortos.

Sarento Gracina destacou ainda a importância de se adquirir animais em locais autorizados como pet shops. Segundo ela, esses locais possuem toda documentação e so comercializam animais “legais”, o que garante a manutenção da vida, uma vez que o Ibama só permite a comercialização de animais que não puderam ser reinceridos em seus habitats naturais.

Saiba tudo sobre a I Feira da Cidadania promovida pelo Rotary Club e Unime no Café com Notícias.

http://www.cafecomnoticias.com.br/feira-da-cidadania-aborda-protecao-ao-meio-ambiente/

quarta-feira, 5 de maio de 2010

País tem 100 mi de hectares sem proteção




Mata Atlântica. Estudo mostra que ainda existem muitas áreas verdes sem preservação Um estudo inédito elaborado pela Universidade de São Paulo em parceria com a Universidade de Chalmers (na Suécia) aponta que, mesmo que todos os produtores rurais regularizassem suas terras e obedecessem ao Código Florestal, ainda sobrariam 100 milhões de hectares de vegetação não protegidos ambientalmente e que podem, portanto, sofrer desmatamento. A área equivale a quatro vezes o Estado de São Paulo.

O grupo de pesquisadores criou um mapa e demonstrou que existem 537 milhões de hectares de vegetação natural no Brasil (cerca de 60% do território nacional). Para chegar ao resultado foram usados os dados mais recentes de fontes, como o Programa Nacional de Meio Ambiente (Probio, do Ministério do Meio Ambiente), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

"Foi um esforço braçal. Trabalhamos com cerca de 200 mapas digitais diferentes", explica Gerd Sparovek, professor do departamento de solos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP. O material levou um ano e meio para ficar pronto.

Boa parte dos 100 milhões de hectares desprotegidos não é adequada para a expansão da agricultura, ressalta Sparovek. "Cerca de 74 milhões de hectares têm aptidão baixa para atividades agrícolas." O receio, porém, é que a pecuária possa tentar ocupar essas áreas de floresta.

O pesquisador defende que, enquanto as terras com vegetação não são protegidas, um pacto de "desmatamento zero" deve ser firmado pelos setores produtivos no Brasil.

A agricultura tem como possibilidade, segundo ele, ser expandida para 60 milhões de hectares onde hoje é feita a pecuária extensiva ? que têm solos e clima adequados à produção agrícola. "A pecuária brasileira tem um boi por hectare. É como ter um homem para cada quarteirão."

Déficit verde. O levantamento mostra o estrago já feito em áreas que teoricamente deveriam ser preservadas. Segundo o estudo, 11% da vegetação natural restante no Brasil estão em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como encostas e margens de rios ? o que totaliza 59 milhões de hectares. Porém, o correto seriam existir 103 milhões de hectares ? o que significa que há um déficit de 43 milhões de hectares, que já foram desmatados por algum motivo.

A reserva legal, área que o proprietário rural é obrigado a deixar com vegetação dentro do terreno, também tem situação complicada. Seria necessário ter, de acordo com o Código Florestal atual, 254 milhões de hectares de vegetação como reserva legal, mas faltam para fechar a conta 43 milhões de hectares. Na Amazônia, a reserva legal deve ser de 80% da propriedade. No Cerrado deve ser de 35% (nos Estados da Amazônia Legal) e, no restante do País, de 20%.

Nas Unidades de Conservação (como parques e reservas), o problema é menos grave. O estudo indica que 32% da vegetação natural está em UCs e que o déficit de verde é de 3% (ou 5 milhões de hectares). "Nas UCs o controle do Estado é muito maior", diz Sparovek. Pela lógica observada no estudo, a medida mais eficiente para preservar a vegetação nativa é manter UCs e Terras Indígenas, onde há poucas atividades ilegais, como a pecuária (eficiência de 97%).

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547054,0.php

Acidente com petróleo nos EUA serve de alerta para o Brasil, diz ministra





Governo, Marinha e Petrobras devem avaliar capacidade brasileira para lidar com emergências

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta quarta, dia 5, que o acidente que levou ao vazamento de óleo no Golfo do México serve de alerta para o Brasil. Ainda esta semana, representantes do governo, da Marinha e da Petrobras devem se reunir para avaliar a capacidade brasileira de lidar com esse tipo de emergência.

– O acidente nos Estados Unidos revela a necessidade de uma estratégia de contingência em torno de acidentes ambientais no Brasil – disse Izabella durante entrevista para emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro.

Izabella afirmou que o Brasil tem mecanismos de gestão de emergências com óleo e petróleo, mas o governo estuda melhorias nos programas e regulamentações.

– Vou ao Rio de Janeiro debater com a Marinha quais as necessidades de incremento da gestão estratégica para que haja um fortalecimento dessa estrutura de contingência.

A ministra defendeu o uso de royalties do petróleo em ações destinadas a minimizar os danos decorrentes de acidentes ambientais. A legislação brasileira já prevê o uso dos recursos para esse tipo de ação, mas segundo a ministra, ele poderá ser incrementado. Pela grande extensão, a exploração do petróleo da camada do pré-sal deve aumentar os riscos de vazamentos na costa brasileira.

Segundo Izabella, além de programas específicos, os planos de emergência ambiental são requisitos para a concessão de licenças para os empreendimentos.

– Isso é previsto no licenciamento, monitorado e testado pelo Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis].

http://www.clicrbs.com.br/canalrural/jsp/default.jspx?uf=2§ion=Canal%20Rural&id=2894079&action=noticias

Após acidente nos EUA, Rio mapeará risco em plataformas na sua costa




RIO - A proporção a que chegou o vazamento no Golfo do México provocou o governo do Rio de Janeiro e o Ministério do Meio Ambiente a formarem um grupo de trabalho para prevenção e mapeamento de riscos em plataformas de petróleo no Brasil.

Formado por integrantes do Ibama, da secretaria estadual de Meio Ambiente, da Petrobrás e da Coppe, da UFRJ, o grupo quer saber da companhia de petróleo qual é o plano de ação no caso de um acidente como o dos Estados Unidos.

"A missão do grupo será apresentar ao Estado do Rio de Janeiro uma análise do que aconteceu lá (no Golfo do México), saber em que circunstâncias nós operamos aqui e como está o nosso plano de contingência comparativamente ao que foi adotado nos Estados Unidos em termos de medidas e metas para evitar danos", afirmou a secretária de estado de Meio Ambiente, Marilene Ramos.

Coleta de informações


A coleta de informações será dividida em três partes: como evitar o acidente, o que fazer para conter a mancha, caso ocorra o vazamento, e posteriormente, como minimizar os danos à costa.

"Os Estados Unidos, com o poderio econômico e tecnológico que têm, vai lançar mão do que há de melhor para estas três etapas: conter o vazamento, conter a mancha e reverter os danos no que chegar à costa. Precisamos conhecer estas tecnologias para que possamos melhorar e fazer um up grade nos planos de contingência", explicou a secretária.

Um dos temores do governo do Estado é que, no caso de um vazamento, o óleo chegue à costa atingindo ecossistemas e a indústria do turismo. "Além de todo o impacto ambiental de atingir ecossistemas importantíssimos que temos na costa, como manguezais e restingas, temos a indústria turística na costa, que é importantíssima, e poderia estar ameaçada numa situação como esta. Precisamos investir mais em planos de contingência. A primeira reunião do grupo será na sexta-feira.

Participará, também, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Num primeiro momento, segundo a secretária, somente o Estado do Rio participará das reuniões. "O Rio concentra 80% da exploração, mas dependendo dos resultados, convidaremos outros estados importantes em petróleo, como Espírito Santo e São Paulo"

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,apos-acidente-nos-eua-rio-mapeara-risco-em-plataformas-na-sua-costa,546845,0.htm

Rio cria grupo para tirar lições de desastre ambiental dos EUA




A ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, e a secretária do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, têm reunião marcada para a próxima sexta-feira, no Rio, com especialistas do Ibama e da Petrobrás para avaliar o acidente ambiental no Golfo do Mexico.

No litoral sul dos Estados Unidos, uma plataforma pertencente à empresa suíça Transocean e estava sendo operada pela British Petroleum (BP), explodiu no dia 20 de abril e afundou na quinta-feira seguinte, depois de ficar dois dias em chamas. Logo após a explosão da plataforma, desapareceram 11 trabalhadores que as autoridades dão por mortos. A mancha de óleo chegou ao litoral e é considerada um dos maiores desastres ambientais da história daquele país.

"No Brasil, o licenciamento da exploração do petróleo é federal, mas queremos nos certificar da segurança desta exploração. Vamos montar um grupo de trabalho com pesquisadores para acompanhar o acidente e tirar lições", disse Marilene.

"Por riscos como este e outros, deputado Ibsen, é que temos que receber royalties!", afirmou a secretaria do Rio. Ela se referiu à emenda proposta pelo deputado federal Ibsen Pinheiro, que se aprovada tira do Estado do Rio mais de R$ 7 bilhões por ano, e uma parcela considerável dos investimentos na área ambiental.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4414165-EI306,00-Rio+cria+grupo+para+tirar+licoes+de+desastre+ambiental+dos+EUA.html

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vídeo: Fórum Social Mundial: meio ambiente é tema de seminário

Quarta-feira, 27/01/2010

Hoje a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o sociólogo Boaventura de Souza participam de um debate sobre o papel público das políticas de garantia dos direitos humanos.

Vídeo:Medicamento jogado fora representa risco para o meio ambiente

Sexta-feira, 26/03/2010

A Secretaria de Saúde orienta que os remédios vencidos devem ser entregues nos postos de saúde. Eles serão incinerados ou enviados à Vigilância Sanitária. Mas ainda falta informação e consciência.


Vídeo: Desmatamento pode ser causa de queda de muro na Asa Norte

Quarta-feira, 07/04/2010

Temporal de sábado (03) derrubou muro em um condomínio na Asa Norte, deixando 25 carros submersos. Um apartamento do bloco H foi interditado por causa do risco de outro desabamento.

Vídeo: Comércio ilegal de madeira destrói Amazônia



Segunda-feira, 12/04/2010

A devastação provocada pelo desmatamento ilegal na Amazônia é um dos principais problemas da floresta. O comércio clandestino de madeira continua, apesar dos esforços contra a prática ilícita.

Vídeo: Amazônia: desmatamento ilegal provoca devastação




Segunda-feira, 12/04/2010

A cidade de Tailândia, no Pará, é o epicentro do desmatamento da Floresta Amazônica, com 38 serrarias. A exploração ilegal da madeira é a primeira fase da destruição

sábado, 10 de abril de 2010

Tragédia no Rio é problema nacional, diz Marco Aurélio




O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse que a tragédia causada pela chuva no Rio de Janeiro é um problema nacional, e não apenas estadual ou municipal, e que o governo federal "vai destinar todos os recursos necessários" para ajudar a população atingida. No entanto, ele ressalvou que "o esforço de prevenção desses acidentes é um esforço que terá que ser assumido pelos governos municipais, estaduais e federal". "Não só o futuro, como o atual", completou.

Segundo Garcia, o Rio ainda está fazendo "um inventário" para apurar exatamente quanto será necessário para ajudar as famílias atingidas pela chuva nos últimos dias. "A questão do Rio é nacional. Mesmo que a responsabilidade do que ocorreu lá não seja do governo federal, o governo não faltará no atendimento às vítimas", disse ele, sem saber quanto mais poderá ser destinado ao Estado além dos R$ 200 milhões previstos na medida provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O assessor fez questão de destacar que "no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 1, e sobretudo no PAC 2, a ênfase para a questão das grandes cidades é enorme". De acordo com ele "é óbvio que todo programa habitacional que venha a ser implementado no projeto Minha Casa, Minha Vida terá um impacto nessa situação". "Estamos vivendo no Rio uma situação de anomalia total, quer dizer, o fato de haver habitações em cima de uma lixeira é uma coisa inabitável."

Questionado sobre a responsabilidade das autoridades do Rio sobre o ocorrido, que permitiu a construção de casas em cima de um lixão em Niterói, cidade da região metropolitana da capital fluminense e onde um deslizamento de terra soterrou cerca de 50 casas, Marco Aurélio disse que não é hora de discutir este tipo de questão, mas de buscar solução para os problemas.

http://br.noticias.yahoo.com/s/09042010/25/manchetes-tragedia-no-rio-problema-nacional.html

quarta-feira, 24 de março de 2010

DIA MUNDIAL DA ÁGUA



Vamos preservar todos os dias.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estudo revela que rios de Salvador têm baixa qualidade ambiental




A primeira lição dos calouros de engenharia sanitária e ambiental da Universidade Federal da Bahia (Ufba), deste ano, foi a de reconhecer que há rios em Salvador. Na sua primeira aula com a turma, o professor Luiz Roberto Santos Moraes espantou-se ao ver que eles não sabiam dizer o nome de nenhum rio da cidade. 'Isso é porque, na compreensão deles, não há rios e sim, esgotos. Não é esgoto, não. É rio', lembra o professor titular, doutor em saneamento ambiental.

A ideia de que não há rios e sim esgotos correndo para o mar é reforçada pelo fato de que os principais cursos d´água de Salvador apresentam baixa qualidade ambiental. É o que revelou a pesquisa Qualidade Ambiental das Águas e da Vida Urbana em Salvador realizada pelo Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social - Ciags, da Escola de Administração da Ufba com recursos de R$ 97 mil do CNPq.

Coordenada pela socióloga Elizabete Santos, a pesquisa ganhou a forma de um rico almanaque que será lançado nesta segunda-feira, no salão nobre da reitoria da Ufba, no Canela às 9h. A pesquisa, que durou três anos, produziu um amplo monitoramento da qualidade da água dos rios e organizou as informações sobre as 12 bacias hidrográficas do município. Outra contribuição da pesquisa foi a proposta de uma nova delimitação do espaço urbano que eleva para 160 (atualmente são 60) o número de bairros, fruto de 71 reuniões com comunidades e da aplicação de 21.175 questionários.

O estudo aponta que, “apesar dos esforços em implantação de um sistema de esgotamento sanitário em Salvador e sua região, o comprometimento dos nossos rios ou o que deles restou, resulta do lançamento de águas servidas, ou seja, da incompleta implantação da rede coletora de esgotamento sanitário na cidade”.

De acordo com os dados do monitoramento, nenhum dos 12 principais rios da cidade apresentou Índice de Qualidade Ambiental (IQA) ótimo. Somente os rios Cobre e o Ipitanga atingiram o índice regular e bom.

Para o professor Moraes, não adianta investir somente em estrutura física, ou seja na implantação da rede. 'Se o cidadão não for convencido para ligar seu esgoto à rede, o problema vai continuar sempre', observa. 'Nossos rios e fontes estão sendo degradados pela ocupação e uso do solo desordenados, pela não-implantação integral, em pleno século XXI, de um sistema de esgotamento sanitário que atenda a todas as áreas urbana e camadas sociais', conclui a pesquisa.

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=2101615

domingo, 21 de março de 2010

NOSSA ÁGUA, NOSSA VIDA

Dia Mundial da Água conta com plantio de mata ciliar e educação socioambiental




A Sanepar, em ação integrada com órgãos do Governo Federal e do Estado, como Copel, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Ibama, instituições de ensino, prefeituras municipais e entidades da sociedade organizada, já está comemorando o Dia Mundial da Água, nos 344 municípios onde opera os sistemas de água e de esgotamento sanitário. Entre as principais ações está a recuperação de mata ciliar em mananciais de abastecimento público dos municípios. Serão plantadas mais de 15 mil mudas de árvores, em mais de 100 atividades, que envolverão 138 órgãos parceiros.

Em Piraquara, na Grande Curitiba, será inaugurada pelo vice-governador Orlando Pessuti a Vila de Processamento Agroecológico, no dia 21, às 10h30, na Estrada do Novo Tirol, 2.523. O complexo é uma das ações compensatórias para o município, pela construção da Barragem Piraquara II. Também será assinada a ordem de serviço para a ampliação do sistema de esgoto sanitário do município.

No exato dia em que se comemora o Dia Mundial da Água – segunda-feira, 22 – a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa, será a palestrante no seminário “Água Limpa para um Mundo Saudável”, organizado pela Fundação Roberto Marinho e a Agência Nacional de Águas (ANA), no Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec – Av. Comendador Franco, 1341), em Curitiba. Maria Arlete vai falar sobre a Água e a sustentabilidade para o abastecimento urbano.

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=55035&tit=Dia-Mundial-da-Agua-conta-com-plantio-de-mata-ciliar-e-educacao-socioambiental&ordem=400000

Dia Mundial da Água 2010




ONU-Água dedica o Dia Mundial da Água de 2010 ao tema da qualidade de água com o objectivo de mostrar que na gestão dos recursos hídricos a qualidade desse recurso é tão importante como a quantidade.

O Dia Mundial da Água de 2010, que realiza-se a 22 de Março de 2010, tem como objectivo:

- Promover a consciencialização sobre a conservação de ecossitemas saudáveis e bem-estar humano, abordando os crescentes desafios em relação à qualidade da água na gestão desse recurso;

- Dar um maior realce ao tema da qualidade da água alertando governos, organizações, comunidades e pessoas em todo o mundo a que adoptem medidas em relação a este tema e tomem medidas de prevenção na contaminação, limpeza e reabilitação.

A campanha para o Dia Mundial da Água de 2010 está a ser organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em nome da ONU-Água, em colaboração com a FAO, o PNUD, a CEPE, UNICEF, UNESCO, ONU-Habitat, a OMS, e o Programa para a Década da Àgua, o Fundo Mundial para a aureza e Conselho Mundial da Água.


Para obter mais informação visite o sítio oficial do Dia Mundial da Água 2010

fonte: PN

Mundo celebra Dia Mundial da Água



O mundo celebra na segunda-feira (22) o Dia Mundial da Água preocupado com o efeito que as mudanças no clima, provocadas pelas atividades humanas, podem desencadear no ciclo das águas. Debatido na 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA), promovida pelos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, no final de 2009, o tema Água e Clima alertou para os perigos provenientes da emissão de gás carbônico e outros gases de efeito estufa na atmosfera, responsáveis por efeitos como o agravamento das secas, o aparecimento de furações e enchentes.

A conferência debateu também a questão do saneamento ambiental que contempla entre seus aspectos a questão do abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgotos, o controle de doenças, o lixo e a drenagem. Documento divulgado durante a conferência, alerta que a má qualidade das águas multiplica os riscos de doenças de veiculação hídrica e a balneabilidade de praias, afetando diretamente a saúde pública.

Além da questão da saúde foi levantado o problema da poluição dos mananciais, que onera o custo do tratamento da água. A proteção do abastecimento de água envolve ações como o controle de agrotóxicos, a reposição de matas ciliares e de topo e a eliminação de atividades poluidoras.

O documento debatido dentro da 1ª CNSA alerta que ao longo dos anos, os recursos hídricos em áreas urbanas vêm sofrendo intervenções variadas que os poluem e afetam o sistema de drenagem, abastecimento e esgoto. A ação humana degrada a água, ao lançar substâncias que a poluem, conferindo-lhe cor, tornando-a turva e menos transparente. A água suja ou contaminada por coliformes, nutrientes como o nitrogênio, fósforo e outras substâncias prejudica a saúde, a qualidade de vida e o ambiente.

O investimento na despoluição de bacias hidrográficas é apontado como um dos fatores preponderantes para a melhoria da qualidade das águas. São enumerados ainda investimentos no monitoramento da qualidade das águas, em programas relacionados à prevenção de cheias e também em programas como os de educação ambiental, sanitária e educação para a saúde.

Dentro do Ministério do Meio Ambiente, a recuperação e preservação das bacias hidrográficas do Alto Paraguai e da Bacia do São Francisco estão entre as principais atividades desenvolvidas pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SHRU) no programa intersetorial voltado ao uso e conservação de recursos hídricos. Na bacia do Alto Paraguai, a prioridade é a revitalização de sete sub-bacias, entre elas, a do rio Taquari, ação considerada de vital importância para a recuperação da bacia do Alto Paraguai.

Uma iniciativa que vem sendo implementada no local é a instalação de uma rede de viveiros para a produção de mudas. A elaboração do macrozoneamento das Áreas de Preservação Ambiental (APA) das nascentes do rio Paraguai junto com a sensibilização e mobilização da comunidade local, com o objetivo de promover a educação ambiental são ações adicionais que fazem parte do processo de recuperação daquela bacia.

No processo de recuperação da Bacia do São Francisco, também vem sendo desenvolvidas ações de conservação, recuperação e manejo do solo e da água em microbacias, com ações de recuperação de áreas degradadas na APA das nascentes, levantamento florístico, implantação de viveiros, plantio de mudas e monitoramento da água.


http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=52563

Educação Ambiental : INGÁ celebra o Dia Mundial da Água em Salvador com uma série de atividades

Confira a programação completa:

*16 e 17 de março - Seminário Novas Tecnologias e Medidores de Vazão –, de 8h às 18h, no auditório do INGÁ em Salvador;

*22 e 28 de março - Exposição fotográfica “Água e Gente”, no Salvador Shopping, de 10h às 22h, na Ala Gourmet, Piso L1;

* 23 de março - Seminário “Desafios e Perspectivas da Gestão das Águas”, no auditório Paulo Jackson, no INGÁ, de 8h às 18h, com debates sobre os múltiplos aspectos da gestão das águas e a integração das políticas de saúde coletiva e de recursos hídricos,e suas relações com a qualidade de vida das populações e presença do presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), José Machado.

* 23 de março - Espetáculo teatral Olho d'Água, no Teatro Martim Gonçalves (da Escola de Teatro da UFBA), no Canela, em Salvador, com entrada gratuita, às 19h30.

* 24 de março - Caminhada Água e Vida, em defesa da água, no bairro de Cajazeiras, a partir das 8h. O evento é realizado pela Organização Ambiental e Cultural de Cajazeiras (Cajaverde) e conta com o apoio do INGÁ.

* 26 e 28 - Feira do Iguape, no Jardim dos Namorados, na Pituba, de 16h às 21h, comercializando e expondo produtos das comunidades tradicionais do Recôncavo Baiano.

* 30 de março - Espetáculo teatral Olho d'Água, no Centro de Cultura Plataforma, no bairro de mesmo nome, em Salvador, com entrada gratuita, às 19h30.

MAIORES INFORMAÇÕES:
http://www.inga.ba.gov.br/modules/news/article.php?storyid=903

CPTM divulga redução em consumo no “Dia Mundial da Água”






A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) divulgou nesta quinta-feira (22) a redução do consumo de água em estações, oficinas de manutenção e prédios administrativos nos últimos três anos. O anúncio é feito no “Dia Mundial da Água”, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993.

De acordo com dados da companhia, o consumo caiu de 667.313 metros cúbicos em 2004 para 522.253 em 2006, o equivalente a 22% de queda. Ações como a reutilização da água da chuva e manutenções preventivas ajudaram a reduzir o consumo, segundo a companhia.

A CPTM incluiu sistema de captação e reutilização da água da chuva no projeto de modernização das estações – 53 das 87 existentes em 22 municípios. A água é usada na limpeza, em bacias sanitárias e serviços de jardinagem.

Um reservatório de 30 metros cúbicos foi colocado na cobertura das estações. A água é, então, encaminhada para um outro reservatório de reaproveitamento, onde é feita a adição de cloro para desinfecção.

Além disso, a companhia instalou torneiras temporizadas nas estações. A manutenção de válvulas e descargas também ajudou a reduzir o consumo.


http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL13023-5605,00-CPTM+DIVULGA+REDUCAO+EM+CONSUMO+NO+DIA+MUNDIAL+DA+AGUA.html

No dia mundial da água, veja exemplos de como consumir de forma consciente






Não é mais uma ameaça. É real. Muitos países já sofrem com a falta de água. E a situação pode piorar, segundo a Organização das Nações Unidas. Para garantir o abastecimento é preciso racionalizar o consumo e evitar o desperdício.

Muita água limpa pra lavar a calçada. Um desperdício, segundo ambientalistas. Enquanto isso, a água vai embora junto com a paciência de quem desaprova esse tipo de consumo.
Na véspera do Dia Mundial da Água, um apelo por mais consciência ambiental. De toda água do planeta, apenas 0,007% estão disponíveis para consumo humano, segundo a Organização das Nações Unidas. Para dona Graça, consumo consciente é regra. Na casa dela, só se lava com torneira fechada na hora de ensaboar. A máquina de lavar roupas só é usada na capacidade máxima.

Pequenos cuidados do dia a dia. Mas as grandes preocupações da dona de casa estão em outro cômodo da casa.

É no banheiro que estão os maiores vilões da economia. Lavatório, vaso sanitário e chuveiro são responsáveis por até 80% do consumo de água, segundo a Copasa.

Por isso, torneira fechada para escovar os dentes! Pouca pressão na descarga. E, principalmente, banhos rápidos. Um técnico foi convidado para avaliar o consumo. Para ele, dona Graça age certo. E pode fazer mais!

De acordo com a Organização das Nações Unidas, o consumo de água no mundo triplicou desde 1950. E a estimativa é que a demanda aumente 40% nos próximos anos.

http://globominas.globo.com/GloboMinas/Noticias/MGTV/0,,MUL1052643-9033,00-NO+DIA+MUNDIAL+DA+AGUA+VEJA+EXEMPLOS+DE+COMO+CONSUMIR+DE+FORMA+CONSCIENTE.html

quarta-feira, 3 de março de 2010

Projeto recolhe 45 toneladas de recicláveis durante o Carnaval

O projeto do Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia "Trabalho Decente preserva o meio ambiente," realizado com apoio do Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup), do governo do Estado e da Prefeitura de Salvador conseguiu entregar às cooperativas de reciclagem de lixo cerca de 45 toneladas de material reciclável recolhido durante o período do Carnaval deste ano, cinco toneladas a mais que a expectativa do projeto. Dos materiais, o alumínio foi o mais recolhido, com cerca de 32 toneladas. Os resultados foram apresentados na manhã desta quarta-feira, 3, no auditório do Ceafro, programa de educação e profissionalização para igualdade racial do Centro de Estudos Afro Orientais (CEAO) no Largo Dois de Julho, às 9h da manhã.

Cerca de três mil catadores de lixo foram cadastrados e receberam uniforme, material de proteção e alimentação das cooperativas participantes, além da remuneração pelo material recolhido e foram posicionados em cinco pontos estratégicos da folia. O cadastro dos catadores pelas cooperativas aconteceu com a ajuda do Programa de Crédito Solidário do Estado da Bahia (Credisol), que forneceu R$ 75 mil para a ação. A campanha existe desde 2004, quando participaram 100 catadores, com um aumento gradativo a cada ano. No ano passado, foram recolhidas 35 toneladas de materiais entre garrafas pet, latas de ferro, alumínio e sacolas plásticas.

Para o presidente da Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (Camapet), Joilson Santana, é necessário garantir a participação ativa dos apoiadores do projeto para 2011, e buscar políticas estruturantes para as pessoas que vivem da "catação". "As pessoas que trabalham de forma precária podem se inserir nos grupos já existentes ou criar novos", diz o presidente, que atua na Península de Itapagipe, em Salvador, e atende 14 bairros carentes.

Além da ação que organizou o trabalho dos catadores no carnaval, a campanha do Complexo Cooperativo da Bahia também atuou no combate à exploração infantil, em parceria com o Governo do Estado. Nenhum jovem menor participou da coleta, e cerca de 80 crianças de até 12 anos permaneceram nos centros de convivência recebendo toda a assitência necessária enquanto os pais trabalhavam nos circuitos.

Segundo Joilson, o grande desafio das cooperativas é conseguir fazer com que a prefeitura contrate e remunere os trabalhadores da reciclagem pelos serviços prestados à sociedade, e que o município continue contribuindo com essas instituições durante o resto do ano. "É preciso chamar a atenção do município, do poder público, para que o empreendimento tenha sustentabilidade e os gestores estejam realmente pensando na questão do lixo em nossa cidade", pondera Santana.

Atualmente, 95% do material recolhido é reencaminhado para o setor industrial e 5% é fonte de reutilização, a partir da produção de novos objetos. Um dos desafios propostos pelas cooperativas é que surjam novas formas de aproveitamento desse material.


http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1404437

terça-feira, 2 de março de 2010

Desafios para a Comunicação Ambiental

Democratização da informação ambiental é fundamental

A democratização da informação ambiental é fundamental para o exercício pleno da cidadania crítica e participava, pois quando as pessoas, o povo, ou as organizações não dispõem de informação de qualidade, fica comprometida a capacidade de fazer escolhas entre as diferentes alternativas e caminhos. Quando falo de informação ambiental de qualidade falo de uma informação que mostre os fatos geradores da crise ambiental, para que as pessoas tomem consciência e possam atuar sobre as causas e não apenas sobre os efeitos. Um tipo de informação que mostre as raízes de nossos problemas ambientais e não apenas que reforcem uma visão romântica do quanto a natureza é linda ou é vítima de nossa ganância.

Na raiz de nossos problemas ambientais existe um modelo econômico de apropriação dos recursos naturais para gerar concentração de renda e riquezas e que tem produzido, por todo lado, miséria e pobreza e, por outro, degradação ambiental e esgotamento dos recursos naturais. Ao divulgar os problemas ambientais, a mídia naturalmente ameaça privilégios e interesses poderosos.

A existência de uma mídia ambiental alternativa e independente é fundamental numa democracia para assegurar que nenhum grande grupo econômico ou político possa deter o controle dessa informação ambiental de qualidade.

O grande desafio é pretender – e conseguir - que os poderosos que se sentem incomodados e ameaçados pela mídia ambiental independente também financiem esta mesma mídia com seus anúncios. Não é de se estranhar a ausência dos veículos especializados em meio ambiente nos planos de mídia das grandes empresas poluidoras, com raras exceções. Estas exceções ficam por conta de dois fatores. Empresas líderes que aprenderam a conviver com a Democracia e aceitam as críticas como parte da regra do jogo e mesmo como um fator positivo que as leva ao aperfeiçoamento do sistema de gestão ambiental. E empresas que reconhecem o crescente grau de consciência ambiental da sociedade e sabem que precisam agregar valor ambiental às suas imagens corporativas e aos seus produtos, sob pena de perderem mercado ou terem cada vez mais dificuldade para aprovar novos licenciamentos ambientais ou renovar os existentes.

A conscientização do brasileiro em relação ao Meio Ambiente aumentou 30% nos últimos 15 anos. (MMA/Iser 2005), o que nos dá motivos para ter esperanças. Não há dúvidas que nosso atual estilo de vida ainda irá perdurar por gerações e irá provocar muitos danos e poluição ambiental, mas é inegável que cresce ano a ano a consciência ambiental em todos os países, especialmente no Brasil, país de maior mega-diversidade do Planeta. Esta nova consciência tem motivado a organização da sociedade nas chamadas ONGs, organizações não-governamentais, dedicadas às lutas ambientais, nova legislação ambiental cada vez mais rigorosa, novos veículos especializados em meio ambiente e espaço para a pauta ambiental nos veículos da chamada Grande Mídia, uma quantidade enorme de novos cursos, seminários e bibliografia sobre meio ambiente, políticos e administradores públicos e privados mais envolvidos com a causa ambiental e preocupados em dar retorno aos seu eleitorado, etc. Sem dúvida, a cada ano um maior número de pessoas toma consciência da gravidade da questão ambiental e da urgência de fazermos alguma coisa para inverter o rumo suicida de nossa espécie no Planeta.

http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=499890

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

HGE já funciona com gás natural








Graças à parceria com a Companhia de Gás da Bahia – Bahiagás, o Hospital Geral do estado - HGE passa a ser o primeiro hospital público a ter lavanderia e refeitório funcionando com gás natural. Mais limpo, de menor custo e que não agride o meio ambiente, o combustível trará benefícios imediatos a partir do fim da poluição provocada pela queima do óleo, responsável por liberar fuligem preta na atmosfera, ameaçando os moradores que residem nas áreas circunvizinhas.

Davidson Magalhães durante cerimônia no HGE
A obra é uma iniciativa conjunta com a Secretaria de Saúde do Estado – Sesab. “Temos outros projetos pela frente e a nossa proposta é incorporar essa tecnologia também no Hospital Roberto Santos e no Hospital do Subúrbio, que vai ser inaugurado este ano. Da mesma forma, em Feira de Santana, no Complexo do Hospital da Criança e no Clériston Andrade”, adiantou o titular da Sesab, Jorge Solla, que já está em negociação com a Bahiagás quanto à viabilidade dos novos investimentos.

O interesse do secretário se explica nas beneficies da incorporação do gás natural. Além do ganho socioambiental, o HGE terá uma redução nos custos de mais de R$ 400 mil/ano com os serviços de manutenção dos equipamentos da lavanderia, que movimenta, em média, três toneladas de roupa por dia, ou cerca de 70 toneladas por mês. Por ser menos corrosivo, o gás natural representa uma economia de cerca de 50%.

As vantagens se estendem, ainda, à área de segurança, com a eliminação da caldeira da lavandeira e a consequente redução da temperatura em 70%, trazendo mais conforto e melhores condições de trabalho aos empregados. Os cilindros e tanques de armazenamento do óleo usados no refeitório do hospital também foram retirados, proporcionando mais espaço, segurança e praticidade.

“A Bahiagás é um dos principais vetores de desenvolvimento do Estado e nós temos um compromisso muito grande com a responsabilidade social. A parceria com o HGE vai beneficiar toda a comunidade, trará mais economia para o hospital e proporcionará uma melhoria significativa nas condições de trabalho dos funcionários”, afirmou o presidente da Cia, Davidson Magalhães, durante cerimônia que oficializou o início dos trabalhos no Hospital, na manhã de quarta-feira (3/1).

A empresa investiu cerca de R$268 mil no projeto. As obras foram concluídas na primeira quinzena de janeiro/2010 e irão beneficiar também os estabelecimentos comerciais e residenciais do entorno do HGE, incluindo a região da Vasco da Gama, Horto Florestal, Garibaldi e adjacências, que estarão livres dos efeitos da poluição que a queima do óleo lançava no ambiente.

Hospital de referência na Bahia

Caracterizado como de alta complexidade e especializado em urgência e emergência em trauma, o HGE atende cerca de 400 pacientes por dia. São realizadas em torno de 700 cirurgias no mês e nove mil exames de Raio X. O centro de Tratamento de Queimados, com 42 leitos, é referência em todo o estado. O HGE também conta com serviço de atendimento a pacientes com traumato-ortopedia, neurocirurgia, cirurgia de coluna e cirurgia de mão.

A capacidade de atendimento do Hospital será ampliada graças a um plano de construção de prédio anexo, já aprovado para 2012. E a nova obra ainda amplia a economia de combustível, que passa a ser de 500 mil/ano.

Da redação local, com informações da Ascom/Bahiagás

http://www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_noticia=123736&id_secao=58

Inovação pelo meio ambiente


Painéis solares mais eficientes, banheiros químicos sustentáveis, todos desenvolvidos a partir do bagaço de cana-de-açúcar combinado com polietileno pós-consumo e cinzas de incineração.

O pioneirismo da Cetrel no monitoramento ambiental passa, agora, à inovação em matérias primas para a indústria

Painéis solares mais eficientes, madeira plástica, banheiros químicos sustentáveis, todos desenvolvidos a partir do bagaço de cana-de-açúcar combinado com polietileno pós-consumo e cinzas de incineração. A Cetrel entra 2010 operando em larga escala com projetos em parceria com empresas nacionais buscando alternativas bem-sucedidas ao desmatamento e controle de emissão de gases na atmosfera.

O gerente de inovação e desenvolvimento, Luiz Sampaio, explica que, com a experiência acumulada na área de sustentabilidade, em 2008 a Cetrel obteve a primeira patente do processo para produção de biocompósitos a partir do bagaço da cana-de-açúcar com aplicação que vai da indústria automobilística ao setor da construção civil.

Hoje, a previsão é que R$ 10 milhões sejam investidos este ano na construção do maior centro de pesquisa e desenvolvimento em biocompósitos (novos produtos a partir de resíduos orgânicos) da América Latina, no Estado da Bahia, onde concentra suas operações.

As estimativas dos pesquisadores da empresa são que a cada tonelada de biocompósito usada em placas solares, aproximadamente 1,5 tonelada de gás carbônico (CO2) deixa de ser gerada. Com a madeira plástica, a estimativa é que a cada 33 toneladas de biocompósitos produzidos um hectare de árvores seja poupado.

Energia verde

Suzana Domingues, gerente de inovação tecnológica da Cetrel, destaca a experiência com a indústria sucroalcooleira, de valorização do vinhoto e do bagaço da cana-de-açúcar, com o objetivo de produzir biogás e energia elétrica.

Para otimizar esse processo, em dezembro, a Cetrel e a dinamarquesa Novozymes, líder na produção de enzimas industriais, formalizaram parceria para pesquisa no proces! so de transformação do bagaço da cana-de-açúcar em energia verde. O biogás pode ser usado na geração de energia elétrica para unidades industriais, e a energia excedente pode ser comercializada para a rede elétrica.

Apesar de ter abundante potencial energético na conversão em biocombustíveis e biogás, o bagaço da cana é frequentemente descartado no Brasil.

Além de ações e programas voltados para as atividades de proteção ambiental propriamente ditas, a Cetrel desenvolve projetos de responsabilidade social que contemplam a comunidade em que atua, estimulando a capacidade multiplicadora para promover uma melhor conscientização da sociedade quanto às questões ambientais.

Desenvolve política de educação ambiental, programa de estudo e preservação da fauna e mantém reserva ecológica numa área de 66 hectares no Litoral Norte da Bahia, conhecida como Parque Sauípe.

O Programa de Educação Ambiental (PEA) recebe anualmente a visita de mais de dez mil pessoas, a ! maioria alunos de escolas públicas da Região Metropolitana de Salvador, com ênfase nas comunidades vizinhas de Camaçari, Dias D´Ávila e Mata de São João. As visitas são guiadas por educador ambiental e biólogo, que transmitem noções básicas sobre uso racional de recursos naturais e preservação da fauna e da flora.

Outra ação do programa é curso de formação de multiplicadores em educação ambiental, que busca conscientizar e instruir aqueles que passarão adiante os principais conhecimentos e práticas sobre preservação do meio ambiente.

O programa funciona no Parque Sauípe, na reserva ecológica da Cetrel, localizada no município de Mata de São João e conta com estrutura ampla, incluindo Museu de História Natural, auditório, lagoas, trilhas interpretativas e túnel de observação de fauna.

Criado em 1989, o Programa de Estudo e Preservação da Fauna tem o objetivo de promover a conservação da diversidade biológica, prioritariamente na área de influência do Polo Industr! ial de Camaçari. O programa estende ainda sua atuação por todo o Litoral Norte da Bahia, Recôncavo Baiano, região do Baixo Sul e algumas regiões de caatinga do Estado.

De caráter científico, o programa atua principalmente no campo da Ornitologia (estudo das aves) e de estudos de comportamento animal, realizando um amplo trabalho de identificação de espécies, fundamental para definir as estratégias de preservação dos diversos habitats e das próprias espécies.

http://www.protefer.com/noticias.php?ver=2024

Txai Resort (BA) divulga relatório do projeto Txaitaruga

O Txai Resort divulgou o relatório sobre um de seus projetos mais importantes dentro do núcleo socioambiental, o Txaitaruga. O balanço, o qual engloba a temporada 2008/2009, revela que o projeto de monitoramento acompanhou 77 ninhos, facilitando o nascimento de 5.827 tartarugas.

"O Txai Resort tem uma imensa preocupação em conservar a vida e a natureza local, bem como ajudar a minimizar quaisquer impactos que a presença humana possa causar no meio ambiente", explica André Lameiro, diretor de Vendas e Marketing da Brazil Hospitality Group (BHG), administradora do empreendimento.

Criado em 2004 por meio de uma parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia, o Txaitaruga é uma cooperação com o Projeto Tamar. O resort tem uma equipe para monitorar os ninhos, além de realizar ações de sensibilização com os hóspedes e a comunidade, educação ambiental e de apoio ao desenvolvimento regional.

"Essa ação permite a ampliação da importância da educação e da preservação ambiental", completa Lameiro.
(Juliana Bellegard)

http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Site.4/NoticiasConteudo.aspx?Noticia=55710&Midia=1

Procuradora recomenda medidas para meio ambiente

Em entrevista na manhã desta segunda-feira (08), no programa Bom Dia Alagoas, a procuradora Niedja Kaspary definiu como 'medida extrema, mas necessária' a recomendação expedida à Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente de Maceió (SEMPMA), nessa quarta-feira (03), para que o órgão realize o tamponamento dos esgotos lançados ao mar através de ligações clandestinas na rede de captação de águas pluviais.

“Essa recomendação é mais uma tentativa de coibir o lançamento de esgotos por prédios comerciais e residenciais na orla marítima da cidade. Temos que evitar o agravamento do problema, num local onde é totalmente saneado”, disse a procuradora.

Niedja Kaspary explicou que a secretaria tem 10 dias para atender a recomendação do MPF. “Caso não seja atendida a Procuradoria da República terá que entrar com uma ação civil pública contra a prefeitura, porque ela é o órgão responsável pelas ligações.

Conforme se apurou no procedimento administrativo instaurado, que culminou com a presente recomendação, as ligações irregulares de esgotos à rede de galerias pluviais são as principais causadoras das chamadas “línguas negras” nas praias.

“Esgotos a céu aberto, ligações clandestinas em redes pluviais e lançamento de dejetos, sem qualquer tipo de tratamento, diretamente em águas correntes, riachos e no mar das praias de Maceió são fatos do cotidiano de nossa população”, assevera Niedja Kaspary.

http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=195838

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pós-Kyoto: Copenhague, sonhos e realidades, artigo de José Goldemberg

[O Estado de S.Paulo] Copenhague, a capital da Dinamarca, próspero país no norte da Europa, vai sediar no fim deste ano a 15ª reunião dos países signatários da Convenção do Clima, adotada no Rio de Janeiro em 1992 (Rio-92), na qual os governos dos países participantes (mais de 180) se comprometeram a reduzir as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global.

Afora a retórica, contudo, nenhum país assumiu em 1992 compromissos concretos de reduzir tais emissões, o que só foi feito cinco anos depois, em 1997, no Japão, onde foi adotado o Protocolo de Kyoto. Foi nessa ocasião que as esperanças e os sonhos gerados em 1992 começaram a se chocar com a realidade. Os países industrializados aceitaram reduzir modestamente suas emissões nos 15 anos seguintes (até 2012), mas os demais (incluindo China, Índia e Brasil) não aceitaram nenhuma limitação, usando argumentos de natureza política.

O principal é o de que os países industrializados foram os grandes emissores no passado e, portanto, têm responsabilidade histórica pelo que está acontecendo, cabendo a eles resolver o problema. Esse argumento se origina na concepção terceiro-mundista, comum em muitos países em desenvolvimento, que culpa as potências coloniais pelos problemas que enfrentam. Essa visão leva às reivindicações por “compensações” pelos males do passado e a propor, por exemplo, que os espanhóis paguem pela destruição da civilização asteca. No Brasil vemos isso frequentemente na discussão sobre cotas para afrodescendentes nas universidades públicas.

É ela que alimenta a ideia de que os países em desenvolvimento só tomarão as medidas necessárias para reduzir suas emissões se os países ricos lhes transferirem as tecnologias e os recursos necessários para tal, apesar de emitirem tanto quanto os países industrializados; além disso, suas emissões estão crescendo mais rapidamente. Consequência disso é que os EUA – o maior emissor mundial – não ratificaram o Protocolo de Kyoto; a União Europeia (UE) é o único bloco de nações engajado até agora seriamente em reduzir suas emissões. Estima-se que seria necessário transferir US$ 100 bilhões por ano. No presente, apenas pouco mais de U$ 1 bilhão por ano está sendo transferido, o que mostra quão irrealista é a posição dos países em desenvolvimento de esperar que os países industrializados paguem pelos custos da redução das emissões.

A conferência que se realizará em Copenhague tem por objetivo reformular o Protocolo de Kyoto e, eventualmente, substituí-lo por outro que conte com a adesão dos EUA e um engajamento real dos países em desenvolvimento. O que se pode esperar realisticamente dela?

Em primeiro lugar, a UE já decidiu tornar suas metas mais rigorosas e pretende reduzir suas emissões em 20% abaixo do nível de 1990, usando o método já em operação de permitir a troca de emissões entre empresas. Esse método encoraja avanços tecnológicos e as empresas mais eficientes podem vender certificados de emissão às menos eficientes. O mercado europeu de emissões já atingiu o nível de dezenas de bilhões de dólares por ano. Em segundo lugar, os EUA estão próximos de adotar um sistema de metas e troca de emissões, propondo-se a reduzi-las em 17% abaixo do nível de 2005. O que se espera como resultado é uma grande expansão do mercado de emissões europeu para um mercado transatlântico que incluirá o Canadá e o México.

Essas medidas concretas para a redução de emissões esvaziarão o argumento dos países em desenvolvimento de que, se reduzirem as suas, vão facilitar a vida dos países industrializados, que continuarão a emitir. Provavelmente, tais medidas levarão a China a abandonar a recusa de aceitar limitações às suas emissões e participar, assim, do grande mercado de emissões que se está delineando. Se isso ocorrer, o que se espera dos demais países em desenvolvimento?

De acordo com o “mapa do caminho” adotado em Bali, na 13ª reunião dos países signatários da Convenção do Clima, os países em desenvolvimento comprometeram-se a adotar “ações de mitigação apropriadas, em nível nacional”, que são voluntárias, mas sujeitas a verificação. Exemplo dessas ações voluntárias é a anunciada pelo Brasil, na 14ª reunião da Convenção, em Poznan, de que reduziria o desmatamento da Amazônia em 30% até 2013 e outros 40% até 2017.

Que outras ações podem ser tomadas? A exemplo do que fez a UE, as ações (ou metas) podem ser setoriais, isto é, atingir certas indústrias mais do que outras. A lei em discussão no Congresso americano tem as mesmas previsões.

Sendo realista, o Brasil poderia começar a pensar seriamente em adotar o mesmo procedimento, o que poderia ampliar muito os recursos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que se tornou extremamente burocrático e movimenta recursos muito menores do que as transações que existem no mercado europeu. Por exemplo, a produção atual de etanol da cana-de-açúcar, que evita o lançamento de cerca de 40 milhões de toneladas de CO2 por ano na atmosfera, não se qualifica hoje para o MDL, mas poderia ser objeto de transações no mercado europeu (e provavelmente nos EUA); essa quantidade de carbono tem um valor de mercado de cerca de US$ 1 bilhão. Outra ação seria a comercialização de créditos de carbono resultantes do desmatamento evitado, que não pode depender apenas de filantropia internacional, como é o caso atualmente. De novo, aqui, um mecanismo de mercado que mantenha o carbono na floresta poderia gerar um grande fluxo de recursos para o País.

Há condições de se alcançar um acordo em Copenhague, mas é necessário menos ideologia e mais realismo nas negociações em curso.

Lei pioneira aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo, por proposta do prefeito Gilberto Kassab, vai mais longe ainda, fixando uma meta para a redução das emissões de carbono até 2012.

http://www.ecodebate.com.br/2009/06/16/pos-kyoto-copenhague-sonhos-e-realidades-artigo-de-jose-goldemberg/