domingo, 20 de dezembro de 2009

Marina sugere que Brasil contribua com US$ 1 bilhão para fundo climático

Presentes à segunda semana da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (ONU), a senadora Marina Silva (PV-AC), o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc (PT-RJ) e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), passaram nesta segunda-feira (14) pelo espaço da delegação brasileira no evento.


A senadora Marina Silva voltou a defender que o Brasil contribua para um futuro fundo climático internacional. Desta vez, a senadora especificou o quanto acredita que o país poderia destinar a ele: "O Brasil, que já emprestou recursos ao FMI, pode entrar com US$ 1 bilhão. Pode ser mais, eu não vou ficar triste com isso."
Segundo Marina, a contribuição de um país emergente como o Brasil pode causar "constrangimento ético" para que os países desenvolvidos, que ainda não se posicionaram da forma como os pobres gostariam, "ponham mais" recursos no fundo.


No domingo, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, já havia dito que o país não deveria dar dinheiro a um fundo para ajudar países pobres a combaterem e se adaptarem às mudanças climáticas porque isso é papel dos mais ricos, que têm responsabilidade histórica no aquecimento global.
Ministro do Meio Ambiente destacou que brasileiros vão apoiar nações africanas no monitoramento do desmatamento


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao ser perguntado sobre a questão da contribuição ou não do Brasil a um fundo climático, destacou que o apoio a países pobres não se faz apenas pela via financeira e lembrou, por exemplo, que os brasileiros vão apoiar nações africanas no monitoramento do desmatamento.

O governador de São Paulo, por sua vez, criticou os países desenvolvidos por imporem barreiras tarifárias ao etanol brasileiro. "É um protecionismo pró-carbono", disse. Serra apontou que haveria uma considerável economia de emissões de carbono se o mundo todo misturasse 10% de etanol à sua gasolina.



Segundo o governador paulista, há suficiente área agricultável para a expansão da produção de cana no Brasil, sem ameaçar a Amazônia, inadequada para esse tipo de cultivo.

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1414581-17816,00.html

Meta é para países desenvolvidos’, diz Dilma sobre redução de CO2

Ministra diz que vai apresentar ‘compromisso voluntário’ em Copenhague.
Ela comentou crítica de governador sobre propostas federais.


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reafirmou, nesta terça (10), que o Brasil não levará metas para a reunião de mudanças climáticas em Copenhague, na Dinamarca, marcada para dezembro.

“Não estamos falando em metas porque metas é para países do Anexo 1. Países em desenvolvimento não têm metas. O que nós temos é compromisso voluntário de redução, porque nós não somos iguais aos países desenvolvidos. Essa questão de emissão de gases do efeito estufa é cumulativa, não começou ontem, começou desde a Revolução Industrial. O que o Brasil faz é um gesto político que o legitima com uma ação comprometida com a sustentabilidade”, afirmou a ministra.

Na segunda-feira (9), o governador de São Paulo, José Serra, sancionou a chamada política estadual de mudanças climáticas. A meta é reduzir a emissão de gás carbônico (CO2 ) em 20% até 2020. Na ocasião, Serra sugeriu que o governo federal apresentasse ousadia nas propostas a serem levadas para Copenhague.

Nesta terça, em evento no Rio de Janeiro para anunciar a construção de casas populares do programa “Minha Casa, Minha Vida" no Rio, que vai licenciar mais de 46 mil moradias, Dilma comentou a crítica do governador:

“Vocês acham 24 milhões de toneladas de redução de CO2 muito significativo quando se trata de São Paulo e não consideram que a redução de 20% relativa ao desmatamento é significativa (a proposta do governo é reduzir em 80% o desmatamento, o que assegura redução de 20% das emissões de gás carbônico)”, disse a ministra, explicando que as 24 milhões de toneladas representam 10% dos 20% de redução do desmatamento, que equivale a cerca de 560 milhões de toneladas.

Na semana passada, o diretor-executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes, também defendeu que não é necessário o Brasil apresentar uma meta formal de redução de emissão de gases na reunião Copenhague.

Posição do governo

O governo decidiu que só divulgará o plano brasileiro de redução da emissão de CO2 no próximo dia 14. A proposta do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, é que o país reduza em 40% a emissão de CO2 até 2020.


Até o momento, integrantes do governo falam na redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, o que asseguraria a obtenção de metade da meta de 40% de redução da emissão de CO2.


http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1373442-5601,00-META+E+PARA+PAISES+DESENVOLVIDOS+DIZ+DILMA+SOBRE+REDUCAO+DE+CO.html

Tímido projeto de lei climática de Obama vira pretexto para fiasco em Copenhague


Um projeto de lei climática parado no Senado dos Estados Unidos tornou-se o principal candidato a bode expiatório caso um acordo global para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa não seja arrancado na Conferência do Clima de Copenhague, entre 7 e 18 de dezembro. Avalia-se que é bastante difícil que a legislação americana seja aprovada até lá. Pior: ainda que seja, suas normas não são nada ambiciosas.


Em uma iniciativa inédita no Legislativo americano, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil) aprovou no dia 26 de junho por 219 votos contra 212 uma lei climática que estabelece limites para emissões de gases-estufa e cria um mercado nacional de créditos de carbono. Ela fora apresentada pelos democratas no dia 31 de março.


A aprovação foi vista como uma vitória do presidente Barack Obama, que “vendeu” as medidas como necessárias para limitar o aquecimento global e reduzir a dependência americana do petróleo importado. (Certamente, para o público interno é o segundo objetivo que sensibiliza mais. Em relação ao aquecimento global propriamente dito, pesquisas recentes indicam que os americanos acreditam cada vez menos em sua existência.)


Convencer sobretudo um americano a mudar seu padrão de consumo de energia não é uma tarefa trivial"

De autoria dos parlamentares Henry Waxman (Califórnia) e Edward Markey (Massachusetts), a Lei de Energia Limpa e Segurança da América, de 1.200 páginas, fixava um compromisso de redução de emissões de 17% até 2020, em relação aos níveis de 2005. Os compromissos delineados pelo Protocolo de Kyoto, ao qual os EUA nunca aderiram, referem-se aos níveis vigentes em 1990. Já no Senado, a meta de corte subiu parcos 3 pontos porcentuais, para 20% (confira mais detalhes no infográfico abaixo), por iniciativa da senadora democrata Barbara Boxer (também com base eleitoral na Califórnia). A meta pedida por Obama no primeiro esboço do projeto era redução de pelo menos 25%.


Pelo raciocínio que coloca a aprovação da lei americana como condição para que a Conferência do Clima tome decisões efetivas sobre mudanças climáticas, se os EUA, com todo o seu peso, não tiverem uma legislação aprovada até 7 de dezembro, quando começa a reunião em Copenhague (ou no mais tardar até o dia 18, quando ela termina), ninguém vai se comprometer com nada.


Mas o pior é que, na avaliação de ambientalistas, as normas que têm demandado tanto trabalho de convencimento e criado tantas expectativas são inócuas. Quando o projeto de lei foi aprovado na Câmara no final de junho, a ONG Greenpeace avaliou que, para evitar os piores efeitos do aquecimento global, o corte de emissões nos EUA teria de ser de 25% a 40% até 2020 em relação aos níveis de 1990. Pelas contas apresentadas à época, o corte de 17% sobre 2005 equivale a uma redução de apenas 4% sobre 1990. Vinte porcento é um pouco melhor que isso, claro, mas continua um número tímido, no final das contas.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1375018-5603,00-TIMIDO+PROJETO+DE+LEI+CLIMATICA+DE+OBAMA+VIRA+PRETEXTO+PARA+FIASCO+EM+COPEN.html

Cúpula de Copenhague acaba com texto mínimo, e ainda assim sem unanimidade

Presidência da COP 15 anunciou apenas ter 'tomado nota' de documento.
Arranjo foi duramente criticado por países como Venezuela, Cuba e Sudão.


A cúpula da ONU sobre mudança climática ( COP 15 ), realizada em Copenhague, chegou a um "acordo de mínimos" neste sábado (19), ainda assim após superar a oposição de vários países e após um intenso debate que se prolongou durante toda a noite.


'Talvez não seja tudo o que esperávamos', diz Ban Ki-moon

A Presidência da conferência anunciou que havia "tomado nota do acordo de Copenhague de 18 de dezembro de 2009", que incluirá uma lista dos países contrários ao texto.



O acordo de Copenhague contra o aquecimento climático, validado neste sábado, é uma etapa essencial para um futuro pacto, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. A ONU recorreu a essa fórmula para tornar operacional o acordo, que foi duramente criticado como ilegítimo por países como Venezuela, Nicarágua, Cuba, Bolívia e Sudão.



"Talvez não seja tudo o que esperávamos, mas essa decisão da conferência das partes é uma etapa essencial", declarou Ban à imprensa.


http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1421126-17816,00-CUPULA+DE+COPENHAGUE+ACABA+COM+TEXTO+MINIMO+E+AINDA+ASSIM+SEM+UNANIMIDADE.html

Fome, doenças e seca: consequências do aquecimento global


Magnitude do impacto dependerá do aumento das temperaturas.
Variação poderá oscilar entre 1,8 e 4 graus centígrados até 2100.



Fome, secas e doenças são algumas das consequências nefastas do aquecimento global se a temperatura do planeta subir demais: é o que calcula o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) em seu quarto relatório, publicado em 2007.

Segundo o grupo de especialistas da ONU, que em 2007 ganhou o Prêmio Nobel da Paz, a magnitude do impacto das mudanças climáticas dependerá do aumento das temperaturas, que de acordo com o IPCC poderão oscilar entre 1,8 e 4 graus centígrados até 2100.

AMÉRICAS

O aquecimento global potencializará a formação de ciclones e ondas de calor na América do Norte e Central, e provocará fome e a desaparição de várias espécies no Sul.

Os dois hemisférios sofrerão com a carência de água potável e o aumento do número de doenças relacionadas ao calor, às tempestades e à poluição urbana.

Na América Latina, as geleiras desaparecerão, "com toda probabilidade" até 2020, reduzindo assim a capacidade hídrica e a geração de energia em muitos países.


É provável também que aumentem a frequência e a intensidade dos furacões na região caribenha


Até 2020, entre 7 milhões e 77 milhões de latino-americanos sofrerão com a falta d'água. O número de pessoas afetadas nesta região pode aumentar para entre 60 milhões e 150 milhões em 2100.

Um aumento da temperatura de 2 graus centígrados e a diminuição da água acumulada no subsolo pode transformar o leste da Amazônia em uma savana, assim como as zonas tropicais do centro e do sul do México.

As zonas glaciares do Alasca e do Canadá terão seu degelo acelerado, colocando em risco a sobrevivência de espécies como focas e ursos polares.


http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1399016-5603,00-FOME+DOENCAS+E+SECA+CONSEQUENCIAS+DO+AQUECIMENTO+GLOBAL.html

Sonho dinamarquês de virar ‘capital ambiental’ do mundo torna-se pesadelo

Acordo’ de Copenhague é uma carta de intenções sem apoio unânime.
Entenda o que se esperava e o que saiu da conferência sobre clima.


O maior encontro diplomático dos últimos tempos, realizado nas duas últimas semanas em Copenhague, capital da Dinamarca, tinha o objetivo de envolver o mundo em ações concretas para evitar o aquecimento global , uma alta descontrolada da temperatura resultante da ação humana. Mas “omissão” é a palavra que define melhor o “resultado” da 15ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual que congrega as nações signatárias da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas (United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC).



Este ano a COP foi em Copenhague, capital da Dinamarca, país que sonhava em entrar para a história como o anfitrião de um acordo abrangente que substituísse o Protocolo de Kyoto, acordado em 1997 na COP 3 , sediada na cidade japonesa. Mas, para azar do mundo, o que vai constar nos anais da história será a desconcertante incapacidade de aglutinação da liderança dinamarquesa e a truculenta repressão de manifestações de ONGs ambientalistas.


http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1421298-17816,00-SONHO+DINAMARQUES+DE+VIRAR+CAPITAL+AMBIENTAL+DO+MUNDO+TORNASE+PESADELO.html

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Destruição de Parque Nacional do Descobrimento chega a 200 hectares-Fonte Jornal a Tarde

O incêndio que atinge o Parque Nacional do Descobrimento desde segunda-feira já destruiu cerca de 200 hectares de mata nativa. Segundo a chefe da reserva, Maria Carolina Portes, a hipótese mais provável para a causa do fogo é que tenha sido provocada por caçadores, pois foi encontrado um maço de cigarro na área atingida e dois cachorros foram vistos.

Nesta quarta, chegaram ao parque mais 11 brigadistas, indo para 70 o total de pessoas que estão no combate aos focos do incêndio. O fogo, nesta quarta, estava mais controlado e bem menos intenso que na segunda-feira, quando era possível ver o fumaceiro a cerca de 30 km do parque. Os aceiros – um tipo de limpeza em torno dos focos do incêndio – evitam que o fogo se alastre. Dois tratores de esteira ajudam os brigadistas a fazer os aceiros.

Brigadistas estão colocados em pontos estratégicos para evitar que indícios de queimada se desenvolvam, sobretudo entre as 12 e 15h, quando o sol está mais quente. Um dos fatores que colaboraram para que o fogo fosse controlado é que ventou pouco. Após o controle total do fogo, será feita a perícia para avaliar o que realmente provocou o incêndio e os prejuízos causados ao meio ambiente.

A área atingida pelo fogo é constituída de vegetação conhecida como mussununga, muito suscetível ao fogo. Ela estava em regeneração da maior queimada ocorrida no parque, em 2001, quando mais de 10% da área total (21.231 hectares) foi destruída.

Uma paca adulta foi o único animal encontrado morto até agora. Um jabuti achado vivo foi solto em local seguro. O Parque Nacional do Descobrimento possui diversos animais, como onças-pintadas, pacas, porcos-do-mato, antas, suçuaranas, macacos e tatus. E diversas árvores nativas, a exemplo de jacarandá, palmito, jequitibá e jatobá.

Sobrevoo - Estava previsto para esta quarta um sobrevoo de avião na área atingida, o que não ocorreu. Segundo a chefe do parque, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade disponibilizou um avião com capacidade para seis pessoas, mas, diz ela, um helicóptero seria a melhor opção para se averiguar a área. Porém o preço do helicóptero – quatro vezes mais caro que o avião – fez com que isso não fosse viável até o momento.

Portes espera que nesta quinta o fogo esteja mais controlado, sobretudo com a ação dos tratores na feitura dos aceiros e do empenho dos brigadistas.


http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1306316

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Estradas rurais podem contribuir para conservação da floresta


Para que o manejo florestal seja praticado, garantindo o uso racional dos recursos naturais e a renda das famílias locais, é necessária a abertura de estradas. Porém, a sustentabilidade da atividade demanda que as vias de acesso gerem o menor impacto possível aos ecossistemas. De acordo com um levantamento do Instituto Floresta Tropical (IFT), obras de infraestrutura como estradas e pátios podem impactar diretamente até 10% da área onde se pratica o manejo florestal, dificultando a regeneração e a conservação da floresta em longo prazo.

O curso Planejamento e Construção de Estradas Florestais, realizado a partir de parceria entre IFT, WWF-Brasil e Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS), capacitou técnicos, engenheiros e agentes de governo na construção sustentável de estradas florestais. O treinamento, de caráter teórico e prático, foi realizado na Fazenda Cauaxi, município paraense de Paragominas, entre 19 e 23 de setembro, em tempo integral.

Os instrutores foram o engenheiro geotécnico Gordon Keller e o engenheiro geológico Jonathan Berry, ambos do Serviço Florestal dos Estados Unidos. Gordon Keller salientou que, quando as estradas não são bem construídas, podem gerar enormes impactos na fauna, flora e cursos d’água. “Para se fazer uma boa estrada é essencial que planejamento, localização, projeto e manutenção sejam bons”, resumiu o engenheiro.

Ele destacou durante o curso que estradas são indispensáveis para o desenvolvimento da maioria das regiões, por permitir transporte de pessoas e escoamento da produção. Porém, podem também provocar prejuízos aos recursos naturais e a comunidades, afetando qualidade da água, atividade pesqueira, migração e deslocamento de espécies, ocasionando ainda fragmentação de hábitats, desmatamento, erosão do solo, atividade madeireira e caça ilegais.


http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?22520/Estradas-rurais-podem-ser-importantes-aliados--para-conservao-da-floresta

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Comitiva européia conhece ações ambientais do Setor Produtivo de MT

Projeto Verde Rio foi apresentado aos participantes

O setor produtivo do estado de Mato Grosso apresentou hoje (26/03) a uma Comitiva de Embaixadores da União Européia, as ações e projetos que desenvolve no meio ambiente, através do Instituto Ação Verde.

Cerca de treze embaixadores e outros visitantes europeus participaram de um almoço voltado a oportunidades de negócios, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT) onde conheceram, além das riquezas econômicas do Estado, as riquezas naturais.

Antes da apresentação, o anfitrião do evento, Presidente da FIEMT e também do Instituto Ação Verde, Mauro Mendes, deixou claro aos representantes dos países europeus a importância de se aliar o crescimento econômico ao cuidado com o meio ambiente.

“Nós sempre afirmamos que Mato Grosso quer desenvolver sua economia dentro de princípios sustentáveis, por isso o compromisso do setor produtivo com o Instituto Ação Verde. Estamos conscientes do que precisamos fazer e essas ações estão mostrando que não queremos crescer desrespeitando o meio ambiente”, enfatizou.

O superintendente do Instituto Ação Verde, Paulo Henrique Borges, apresentou aos presentes o Projeto Verde Rio, que tem como meta recuperar 100% das matas ciliares dos principais rios de Mato Grosso.

“É um projeto que diz respeito à vida da população mato-grossense porque quer cuidar dos rios, da água, um bem natural importantíssimo, além de estar atento às necessidades do dia a dia da população ribeirinha", explica Borges.

Paulo disse ainda que o evento está sendo uma ótima oportunidade dos países europeus conhecerem ações sustentáveis, como confirma o embaixador da República Tcheca, Ivan Yancarek, porta-voz da comitiva.

“O desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente é uma pauta que interessa toda a comunidade européia, é importante verificarmos que existem essas ações. Estamos viajando por todo o Mato Grosso, conhecendo melhor esses projetos e os resultados da via de desenvolvimento feitos por vocês”, afirmou Yancarek.

No almoço com a comitiva, estiveram presentes os Secretários de Estado Éder de Moraes Dias, da SEFAZ e Luiz Henrique Daldegan, da SEMA, além de representantes de várias entidades do estado nas áreas de serviços, indústria, comércio e turismo.


http://www.acaoverde.org.br/mostra_noticias.php?id=489

Cientistas desenvolvem tecnologia que permite eliminar as emissões de CO2 das Centrais a Carvão

O mecanismo envolve a produção de uma corrente de CO2 líquido a elevada pressão que, ao ser injectada em certas formações geológicas, permite o sequestro do gás causador do efeito de estufa. A tecnologia ainda está a ser desenvolvida e será testada num protótipo em Itália.

Actualmente, 90% da energia produzida a nível mundial provem da queima de combustíveis fósseis mas as inerentes emissões de CO2 fazem com que a longo-prazo a sua utilização seja insustentável, a não ser que se encontrem soluções para eliminar as emissões de dióxido de carbono.

E isso foi precisamente o que um conjunto de cientistas do MIT conseguiu, desenvolvendo uma nova tecnologia que permite a captura e sequestro de CO2, descrita recentemente na revista Energy.

Os investigadores americanos criaram um mecanismo de combustão a que deram o nome de oxy-fuel combustion, que permite separar todas as emissões de dióxido de carbono produzidas pela queima de carvão através da geração de uma corrente líquida de CO2 concentrada e pressurizada. Esta corrente pode depois ser injectada em certas formações geológica a profundidade que impedem a libertação do gás para a atmosfera.

O mecanismo ainda está a ser desenvolvido e um dos problemas relaciona-se com o decréscimo da eficiência das centrais a carvão que adoptem a tecnologia. Qualquer sistema de captura e armazenamento de carbono tem implícita uma penalização energética - neste caso, é a separação do dióxido de carbono dos gases de combustão que exige um estímulo energético.

Existem outros grupos a trabalhar na área da combustão oxy-fuel em mecanismos que implicam o fornecimento de oxigénio puro à câmara de combustão para produzir uma corrente de emissões mais concentrada e “limpa”. A tecnologia agora apresentada passa por colocar toda a câmara de combustão sob pressão. Ahmed Ghoniem, que liderou a investigação, explica que embora seja necessário usar mais energia no início do ciclo de combustão no final a penalização energética é menor.

Por outro lado, a pressurização do sistema de combustão permitiria reduzir o espaço ocupado pela central, diminuindo assim a pegada ecológica da infra-estrutura e, possivelmente, os gastos em componentes. Globalmente, espera-se uma melhoria de 3% na eficiência relativamente a um sistema despressurizado, e o investimento em investigação e desenvolvimento pode permitir que se atinjam os 10% a 15%, o que seria decisivo na aceitação dos mecanismos de captura e armazenamento como estratégia que permita o contínuo crescimento da produção de energia a partir da queima de carvão.

Fonte: Science Daily


http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=9398&bl=1

Cientistas espanhóis desenvolvem novo método de determinação da inflamabilidade das espécies de plantas

O método inclui a utilização de um calorímetro de perda de massa e pode ser utilizado para melhorar os mapas de risco de incêndio e as próprias estratégias de prevenção de fogos florestais de acordo com a composição específica da flora.

Os calorímetros de perda de massa são normalmente utilizados para estudar a reacção dos materiais de construção aos fogos, mas um grupo de investigadores do Centro de Investigación Forestal – Instituto Nacional de Investigaciones Agropecuarias, em Espanha, adaptou este instrumento para a determinação da inflamabilidade de amostras de espécies de plantas.

O processo foi descrito num artigo publicado recentemente no Journal of Fire Sciences, e apresentado no Congresso Forestal Español a decorrer em Ávila e implica colocação da amostra num cesto com determinadas propriedades e que simula as condições naturais. O material é então aquecido de forma constante e uniforme usando um aquecedor cónico, e os gases ascendem através de uma chaminé em cuja extremidade está uma termopilha, que regista o calor emitido.

Utilizando esta técnica os autores concluíram, por exemplo, que o pinheiro-de-Alepo (Pinus halepensis) é mais inflamável que o pinheiro-bravo (Pinus pinaster) que por sua vez é mais inflamável que carrasco (Quercus coccifera).

Segundo Javier Madrigal Olmo, um dos autores do estudo “Esta metodologia reflecte muito bem como a combustão tem lugar em condições mais semelhantes às encontradas no campo, razão pela qual sugerimos que pode ser usada para melhorar os sistemas de classificação (…), que até à data se baseiam em testes que proporcionam menos informação, ou realizados em condições laboratoriais longe da realidade”. E o investigador acrescenta “Isto permitiria aos encarregados da gestão florestal atribuir prioridades no que toca às medidas de prevenção de acordo com as espécies de árvores na área”.

Fonte: Science Daily

http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=9415&bl=1

domingo, 12 de julho de 2009

O que será que estamos produzindo?

Ouve-se falar que devemos conservar o Meio Ambiente, que a água está se acabando, que os animais estão sendo extintos... Que a vida dos povos está sendo ameaçada!

Será que já paramos para pensar, o que é realmente o / “Meio Ambiente/”?

A cada dia ao acordar recebemos a dádiva de respirar, andar, falar, enxergar e sentir todos os seres... Todo e qualquer organismo desde a menor bactéria.

Não será esse o nosso meio ambiente mais próximo?

Na verdade podemos conectar e sentir toda espécie que permeia a vida , seja ela animada ou inanimada. E toda ela tem o poder de evolução e crescimento. Experimente se relacionar de formas diferentes com o meio em que vive (seus objetos; as plantas ou animais)

Com certeza teremos respostas diferentes, pois segundo a lei de Ação e Reação, ao enviarmos ondas de amor, receberemos ondas de amor e ao enviarmos ondas negativas receberemos ondas negativas. .Vamos então prestar atenção aquilo que produzimos interiormente e emitirmos a nossa volta.

Sabemos que a nossa sobrevivência e a do planeta estão em jogo. Estamos diante de uma série de problemas globais que estão danificando a biosfera e a vida humana de formas alarmantes. Nenhuns destes problemas podem ser vistos isoladamente.

A mudança da percepção, para um mundo integral como sistema vivo e não isolado como uma máquina inclui mudanças de valores que podem ser trabalhadas, à medida que resolvermos escolher se queremos evoluir ou desaparecer.

Como se explica que quanto mais sabemos do que somos feitos, menos compreendemos quem somos? Que quanto mais a medicina avança mais doenças aparecem?

Em nosso sistema é hora de dar atenção a sistemas de percepção mais ampliados que possam expandir para nossa consciência a resolver problemas. Devemos aprender a reavaliar o papel da intuição, da imaginação, da sensibilidade e do corpo.

O caminho que escolhermos na vida, pode se transformar num caminho que nos possibilite satisfação, êxito, compaixão, amor, prosperidade e a tão almejada felicidade, que procuramos desde o nosso nascimento.

Pense no enorme trabalho de todas as formas de vida para terem chegado, ao que são hoje. Sinto que chegou o momento de assumirmos nossa responsabilidade, nosso compromisso e realizar o nosso trabalho. Desenvolver com plena consciência uma nova forma de viver.

A importância de reconhecermos quem somos nesta cadeia universal, a capacidade de avaliarmos os nossos próprios sentimentos e nossa influência uns em relação os outros se torna emergencial. Ter a capacidade para estabelecermos relacionamentos bem sucedidos, é o que realmente vai nos trazer a uma maior satisfação pessoal, uma melhora nas relações interpessoais e, conseqüentemente, na família, no trabalho, com outros seres, na natureza e no todo.

Atualmente a crise financeira se acentua a cada dia. Segundo dados da ONU, 1,3 bilhões de pessoas vivem com um dólar por dia A questão da contaminação do solo com os pesticidas crescendo a cada dia é tão grave quanto a nossa exposição diária aos produtos químicos. A dosagem de venenos encontrada se concentra cada vez mais em nossas águas... A chuva ácida cada vez mais inserindo em nossos solos.

Já não encontramos mais locais para armazenar os lixos devidos o consumismo sem responsabilidade...

Diante destes acontecimentos que se perpetuam, acredito somente numa forma de evolução: é voltarmos para a nossa verdadeira essência e descobrirmos quem somos nós.

É nos conscientizarmos do que está acontecendo à nossa volta.

Mudar hábitos e nos incluir no universo como parte dele

Desenvolver um mundo mais saudável; mais limpo.

Gerar empregos satisfatórios e rendas.

Incluir programas de gestão e motivações.

São meios de colaborar de forma saudável para um crescimento global.

Não se pode falar em desenvolvimento sustentável, ou numa globalização crescente, num mundo com diferenças tão insalubres.

Será este o IDEAL para deixarmos para nossos filhos, netos e bisnetos?

É importante escolhermos!

Para contatar o autor: atendimento@consultores.com.br


http://www.consultores.com.br/artigos.asp?cod_artigo=43

Gestão ambiental e o novo ambiente empresarial

Takeshy Tachizawa

Um dos maiores desafios que o mundo enfrentará no próximo milênio é fazer com que as forças de mercado protejam e melhorem a qualidade do ambiente, com a ajuda de padrões baseados no desempenho e uso criterioso de instrumentos econômicos, num contexto harmonioso de regulamentação. O novo contexto econômico se caracteriza por uma rígida postura dos clientes voltada à expectativa de interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional no mercado, e que atuem de forma ecologicamente responsável.



Diante de tais transformações econômicas e sociais uma indagação poderia emergir. A questão ambiental e ecológica não seria um mero surto de preocupações passageiro que demandariam medidas com pesado ônus para as empresas que a adotarem? Pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria - CNI e do Ibope mostra o contrário. Revela que 68% dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar mais por um produto que não agredisse o meio ambiente. Dados obtidos no dia-a-dia evidenciam que a tendência de preservação ambiental e ecológica por parte das organizações deve continuar de forma permanente e definitiva onde os resultados econômicos passam a depender cada vez mais de decisões empresariais que levem em conta que:

A) Não há conflito entre lucratividade e a questão ambiental;


B) O movimento ambientalista cresce em escala mundial;


C) Clientes, comunidade passam a valorizar cada vez mais a proteção do meio ambiente;


D) A demanda e, portanto, os faturamentos das empresas passam a sofrer cada vez mais de pressões e a depender diretamente do comportamento de consumidores que enfatizarão suas preferências para produtos e organizações ecologicamente corretas.

A transformação e influência ecológica nos negócios se farão sentir de maneira crescente e com efeitos econômicos cada vez mais profundos. As organizações que tomarem decisões estratégicas integradas à questão ambiental e ecológica conseguirão significativas vantagens competitivas, quando não, redução de custos e incremento nos lucros a médio e longo prazo. Empresas como a 3M, somando as 270 mil toneladas de poluentes na atmosfera e 30 mil toneladas de efluentes nos rios que deixou de despejar no meio ambiente desde 1975, consegue economizar mais de US$ 810 milhões combatendo a poluição nos 60 países onde atua.



Outra empresa, a Scania Caminhões contabiliza economia em torno de R$ 1 milhão com programa de gestão ambiental que reduziu 8,6 % no consumo de energia, de 13,4 % de água e de 10 % no volume de resíduos produzidos apenas no ano de 1999. A gestão ambiental, enfim, torna-se um importante instrumento gerencial para capacitação e criação de condições de competitividade para as organizações, qualquer que seja o seu segmento econômico. Dessa maneira empresas siderúrgicas, montadoras automobilísticas, papel e celulose, química e petroquímica investem em gestão ambiental e marketing ecológico. O caso recente noticiado pela imprensa do vazamento de óleo da Petrobrás é o mais emblemático.



Além do prejuízo financeiro a empresa teve, principalmente, uma perda institucional que em termos de gestão ambiental é fatal. Pesquisa conjunta realizada pelo CNI, SEBRAE e BNDES revela que metade das empresas pesquisadas realizou investimentos ambientais nos últimos anos, variando de cerca de 90 % nas grandes a 35 % nas microempresas. Esta mesma a pesquisa revelou que as razões para a adoção de práticas de gestão ambiental (quase 85 % das empresas pesquisadas adotam algum tipo de procedimento associado à gestão ambiental) não foram apenas em função da legislação, mas, principalmente, por questões que poderíamos associar a gestão ambiental: aumentar a qualidade dos produtos; aumentar a competitividade das exportações; atender o consumidor com preocupações ambientais; atender à reivindicação da comunidade; atender à pressão de organização não-governamental ambientalista; estar em conformidade com a política social da empresa; e melhorar a imagem perante a sociedade, ou seja, a gestão ambiental é a resposta natural das empresas ao novo cliente, o consumidor verde e ecologicamente correto.



A empresa verde é sinônima de bons negócios e no futuro será a única forma de empreender negócios de forma duradoura e lucrativa. Em outras palavras, o quanto antes às organizações começarem a enxergar o meio ambiente como seu principal desafio e como oportunidade competitiva, maior será a chance de que sobrevivam.



Dentro dos contornos delineados pelos novos tempos, fica evidente que a preparação de executivos, dentre eles a do profissional generalista ou aquele especializado, ambos graduados por cursos de Administração ministrados em Instituições de Ensino Superior, é requerida em todas as direções e níveis por onde se processa o novo padrão da gestão ambiental nas suas dimensões de conteúdo, forma e sustentação. As organizações no novo contexto necessitam partilhar do entendimento de que deve existir um objetivo comum, e não um conflito, entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental, tanto para o momento presente como para as gerações futuras.



Empresas de porte estão ajudando seus fornecedores a melhorar suas práticas de gestão e marketing ecológico, como é o caso da Mercedes-Benz, Gradiente e 3M que consideram fornecedores como parte integrante de sua cadeia produtiva. Fazer atuar as forças de mercado para proteger e melhorar a qualidade do ambiente, com a ajuda de padrões baseados no desempenho e no uso criterioso de instrumentos econômicos, num contexto harmonioso de regulamentação, é um dos maiores desafios que o mundo enfrentará no novo milênio. Esta melhoria da qualidade necessita de uma atuação da organização face às pressões dessas forças de mercado representado pelas variáveis ambientais: legais (normas da série ISO 14000, por exemplo), econômicas, tecnológicas, sociais, demográficas e físicas.

Outro exemplo de êxito na adoção de medidas de gestão ambiental para alavancar suas vendas e exportações é o caso da Cosipa e Usiminas que estão entre as três usinas siderúrgicas integradas do mundo certificadas na área de meio ambiente (ISO 14001). Empresas como a Aracruz Celulose introduziram algumas medidas preventivas direcionadas a: 1) permitir a investigação sistemática dos programas de controle ambiental de uma empresa; 2) auxiliar na identificação de situações potenciais de problemas ambientais futuros; 3) verificar se a operação industrial está em conformidade com as normas/padrões legais e também com padrões mais rigorosos definidos pela empresa. No Brasil o número de empresas que vêm utilizando medidas de gestão ambiental tem aumentado nos últimos anos.



Empresas como Seeger Reno do ramo de autopeças, Hospital Itacolomy, Alunorte, Sadia, Dana Albarus S. A de industrialização e comércio de componentes mecânicos de precisão constitui outras iniciativas empresariais de destaque no marketing ecológico. Em função das exigências da sociedade por parte das organizações, de um posicionamento mais adequado e responsável, no sentido de minimizar a diferença verificada entre os resultados econômicos e sociais bem como, da preocupação ecológica que tem ganhado um destaque significativo e em face de sua relevância para a qualidade de vida das populações, tem exigido das empresas, um novo posicionamento em sua interação com o meio ambiente.

A sociedade atual é mais consciente e mais receptiva a aspectos de marketing ecológico que os produtos irão lhe oferecer. É o caso de cerca de 40 empresas (Tramontina, Tok & Stock, Cickel dentre outras) que criaram o grupo de Compradores de Madeira Certificada com adoção de selo de procedência ambiental e social. A nova consciência ambiental, surgida no bojo das transformações culturais que ocorreram nas décadas de 60 e 70 ganhou dimensão e situou o meio ambiente como um dos princípios mais fundamentais do homem moderno.



Nos anos 80, os gastos com proteção ambiental começaram a ser vistos, pelas empresas líderes, não primordialmente como custos, mas como investimentos no futuro e, paradoxalmente, como vantagem competitiva. Atitude e postura dos gestores das organizações em todos os segmentos econômicos nos anos noventa passaram de defensiva e reativa para ativa e criativa. Na nova cultura, a fumaça passou a ser vista como anomalia e não mais como uma vantagem. A consciência ambiental e ecológica por parte das empresas resultou, também, na mitificação do conceito de qualidade do produto, que agora precisa ser ecologicamente viável. Recente estudo americano concluiu que, no primeiro semestre de 1990, 9,2% dos produtos introduzidos no mercado eram anunciados verdes, enquanto, em 1989, estes constituiam apenas 0,5%.

A preservação do meio ambiente, converteu-se em um dos fatores de maior influência da década de 90, com grande rapidez de penetração de mercado. Assim, as empresas começam a apresentar soluções para alcançar o desenvolvimento sustentável e ao mesmo tempo aumentar a lucratividade de seus negócios. Neste contexto, gestão ambiental não são apenas uma atividade filantrópica ou tema para ecologistas e ambientalistas e sim, uma atividade que pode propiciar ganhos financeiros para as empresas. É o caso do Banco Axial de São Paulo que administra recursos de investidores interessados, dentre eles o Banco Mundial e o governo suíço, em aplicar na preservação da biodiversidade na América Latina. Os termos desenvolvimento e crescimento eram usados de forma indistinta. Não obstante, o avanço do debate trouxe como corolário a necessidade de distinguir os dois termos.



Atualmente, crescimento econômico é entendido como o crescimento contínuo do produto nacional em termos globais ao longo do tempo, enquanto desenvolvimento econômico representa não apenas o crescimento da produção nacional, mas também a forma como esta é distribuída social e setorialmente. A proteção ambiental deslocou-se uma vez mais, deixando de ser uma função exclusiva de proteção para tornar-se também uma função da administração. Contemplada na estrutura organizacional, interferindo no planejamento estratégico, passou a ser uma atividade importante na empresa, seja no desenvolvimento das atividades de rotina, seja na discussão dos cenários alternativos e a conseqüente análise de sua evolução, gerando políticas, metas e planos de ação.



Empresas como a Xerox, Caterpillar, Siemens, Weg Motores, Dow Química, Fuji Filmes, Toyota e McDonald´s ocupam o tempo de seus executivos em seu compromisso empresarial de responsabilidade na proteção do meio ambiente em prol das gerações futuras. Essa atividade dentro da organização passou a ocupar interesse dos presidentes e diretores e a exigir uma nova função administrativa na estrutura administrativa, que pudesse abrigar um corpo técnico específico e um sistema gerencial especializado, com a finalidade de propiciar à empresa uma integração articulada e bem conduzida de todos os seus setores e a realização de um trabalho de comunicação social moderno e consciente.



A pesquisa do CNI/BNDES/SEBRAE revela que medidas de gestão ambiental como usar a imagem ambiental da empresa para fins institucionais estão se constituindo cada vez mais como prioridades em suas etapas futuras de gestão empresarial e de investimentos financeiros nas empresas brasileiras. Exemplos recentes de desastres ecológicos envolvendo a maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo do setor petrolífero, e que provocou mudanças de estratégias e de sua Alta Administração visando torná-la empresa de excelência em gestão ambiental, dramatizam tais mudanças. A inclusão da proteção do ambiente entre os objetivos da organização moderna amplia substancialmente todo o conceito de administração. Administradores, executivos e empresários introduziram em suas empresas programas de reciclagem, medidas para poupar energia e outras inovações ecológicas. Essas práticas difundiram-se rapidamente, e em breve vários pioneiros dos negócios desenvolveram sistemas abrangentes de administração de cunho ecológico.

Esse novo pensamento precisa ser acompanhado de uma mudança de valores, passando da expansão para a conservação, da quantidade para a qualidade, da dominação para a parceria. O novo pensamento e o novo sistema de valores, juntamente com as correspondentes percepções e práticas novas, constituem o que denominamos de o “novo paradigma” com reflexos imediatos nas escolas de formação e preparação de administradores. O novo paradigma pode ser denominado como uma visão do mundo holística – a visão do mundo como um todo integrado, e não como um conjunto, de partes dissociadas. Pode ser denominado como uma visão sistêmica e como uma nova dimensão ecológica, usando esse termo numa acepção muito mais ampla e profunda do que a usual. A gestão ambiental envolve a passagem do pensamento mecanicista para o pensamento sistêmico, onde um aspecto essencial dessa mudança é que a percepção do mundo como máquina cede lugar à percepção do mundo como sistema vivo.


http://www.consultores.com.br/artigos.asp?cod_artigo=59
Essa mudança diz respeito a nossa concepção da natureza, do organismo humano, da sociedade e, portanto, também de nossa percepção de uma de uma organização de negócios. As empresas são sistemas vivos, cuja compreensão não é possível apenas pelo prisma econômico. Como sistema vivo, a empresa não pode ser rigidamente controlada por meio de intervenção direta, porém pode ser influenciada pela transmissão de orientações e emissão de impulsos. Esse novo estilo de administração induz à gestão ambiental associada a idéia de resolver os problemas ecológicos e ambientais da empresa. Ela demanda uma dimensão ética cujas principais motivações são a observância das leis e a melhoria da imagem da organização.

A gestão ambiental é motivada por uma ética ecológica e por uma preocupação com o bem estar das futuras gerações. Seu ponto de partida é uma mudança de valores na cultura empresarial. É o exemplo de empresas como Construtora Odebrecht, Copesul Petroquímica e Trikem Produção de PVC que utilizam instrumentos de marketing ecológico para ampliar sua atuação junto à sociedade civil e à comunidade circunvizinha além de cuidar de seus próprios funcionários. O ambientalismo superficial tende a aceitar, por omissão, a ideologia do crescimento econômico, ou a endossá-la abertamente. A ecologia profunda substitui a ideologia do crescimento econômico pela idéia da sustentabilidade ecológica.



Os administradores e executivos das empresas preocupadas com a questão ambiental muitas vezes caem num verdadeiro impasse quando, ao tentar adotar um enfoque ecológico, vêem-se às voltas com as exigências conflitantes de interessados que rivalizam entre si, principalmente os acionistas, cujas expectativas giram em torno das demonstrações financeiras e balanços contábeis. A gestão ambiental não questiona a ideologia do crescimento econômico, que é a principal força motriz das atuais políticas econômicas e, tragicamente, da destruição do ambiente global. Rejeitar essa ideologia não significa rejeitar a busca cega do crescimento econômico irrestrito, entendido em termos puramente quantitativa como maximização dos lucros ou do PNB. A gestão ambiental implica o reconhecimento de que o crescimento econômico ilimitado num planeta finito só pode levar a um desastre.
Dessa forma faz-se uma restrição ao conceito de crescimento, introduzindo-se a sustentabilidade ecológica como critério fundamental de todas as atividades de negócios. As empresas pioneiras e tradicionais muitas vezes revelam gritantes contrastes em sua cultura organizacional, emblematizados no estilo de roupas usadas (camiseta e calça jeans, ou terno e gravata) e atividades sociais da empresa (acompanhamentos ou clubes de golfe). Esses sinais exteriores nem sempre estão de acordo com as ações dos dois tipos de empresa. Uma empresa pioneira pode ter um excelente programa de reciclagem, mas pagar baixos salários, combater os sindicatos, e não proporcionar benefícios de plano de saúde para os empregados e seus familiares.



Uma empresa tradicional pode investir num trabalho revolucionário de pesquisa e desenvolvimento de produtos ecologicamente inovadores, e, ao mesmo tempo, concluir que o custo relativo das multas, comparado com o custo da limpeza ambiental, justifica no curto prazo, infringir as regulamentações da preservação ambiental. O Administrador precisa estar preparado para o desafio de harmonizar essas preocupações. A recompensa virá na forma de uma estratégia mais completa, de uma liderança mais capaz de sensibilizar os diferentes interessados, de credibilidade para o esforço, e da profundidade que só consegue quando a conduta se baseia em princípios, quando o discurso e a prática são iguais. A expansão da consciência coletiva com relação ao meio ambiente e a complexidade das atuais demandas ambientais que a sociedade repassa às organizações, induzem um novo posicionamento por parte das organizações frente a tais questões. Tal posicionamento por sua vez, exige gestores empresariais preparados para fazer frente a tais demandas ambientais que saibam conciliar as questões ambientais com os objetivos econômicos de suas organizações empresariais.



Se considerarmos que as mensagens chaves do novo padrão de gestão ambiental são: contextualizar as organizações em termos ambientais e ecológicos; propiciar ações reguladoras e legislativas ágeis e racionais por parte do Governo; e postura ambientalista compatível com objetivos econômico-empresariais; isso induz a uma situação em que a formação de recursos humanos para a gestão ambiental implica um conjunto de ações, de amplo alcance, que vão afetar os sistemas atuais de formação nas diferentes áreas do conhecimento.
Tal ação deve se der em direção à formação de profissionais com formação generalista aptos a dialogar com as distintas áreas do conhecimento, a conduzir equipes multidisciplinares e a reportar-se a múltiplas instituições, eis que as questões ambientais exigem respostas empresariais coerente aos novos tempos de ética e de responsabilidade civil em suas decisões. A gestão ambiental, para um desenvolvimento que seja sustentável econômica, social e ecologicamente, precisa contar com executivos e profissionais nas organizações, públicas e privadas, que incorporem tecnologia de produção inovadora, regras de decisão estruturadas, e demais conhecimentos sistêmicos exigidos no contexto em que se inserem.



A escala das transformações tecnológicas, a crescente interdependência da economia mundial, a dinâmica das mutações sociais, a aplicação de novos princípios de geopolítica, que tendem, cada vez mais, a quebrar os clássicos limites das fronteiras Norte-Sul e Leste-Oeste constituem, entre outros, parâmetros norteadores de formação de um Administrador generalista e polivalente. O Gestor à frente das organizações, para enfrentar os novos tempos, deve ter capacidade abrangente de análise, interpretação e correlação, ou seja, um gestor com consciência ecológica e ambiental por excelência, com visão sistêmica para ler correta e adequadamente os cenários sociais, as turbulências políticas, econômicas, o ambiente de competição, as formas de mercado, as tendências culturais dos grupos, os nichos negociais e as possibilidades de integração das economias contemporâneas.



Uma gestão ecológica é o exame e a revisão das operações de uma organização sob uma perspectiva de ecologia profunda. É motivada por uma mudança nos valores da cultura empresarial, da dominação para a parceria, da ideologia do crescimento econômico para a ideologia da sustentabilidade ecológica. Envolve uma mudança correspondente do pensamento mecanicista para o pensamento sistêmico e, por conseguinte, um novo estilo de administração conhecido como administração sistêmica. Segundo pesquisa realizada pela USP (Centro de Estudos em Administração do Terceiro Setor) 19 % das 273 empresas nacionais pesquisadas consideram o meio ambiente como área prioritária de sua atuação social.



O avanço tecnológico e o desenvolvimento do conhecimento humano, por si apenas, não produzem efeitos se a qualidade da administração efetuada sobre os grupos organizados de pessoas não permitir uma aplicação efetiva desses recursos humanos. A administração, com suas novas concepções, dentre elas a dimensão da gestão ambiental, está sendo considerada uma das principais chaves para a solução dos mais graves problemas que afligem atualmente o mundo moderno.



Para contatar o autor: atendimento@consultores.com.br

domingo, 5 de julho de 2009

Na Bahia, legislação ambiental é adequada à reforma agrária através de norma técnica

Uma norma técnica que ajusta os procedimentos para o licenciamento ambiental aos processos de reforma agrária será criada, pela primeira vez, na Bahia. Isso resolverá um entrave que existe desde 2001, quando passou a vigorar o regulamento da lei estadual 7799/01 que legisla sobre o meio ambiente. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram) vota, nesta sexta-feira (24), a norma técnica para licenciamento ambiental de projetos de assentamentos na Bahia, na Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (Semah).

Caso aprovada, significará a criação de um instrumento legal para licenciar assentamentos. Isso reafirma os compromissos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e dos assentados com a preservação ambiental e com o cumprimento da legislação vigente no estado.

'A norma técnica aprovada resolve um impasse”, afirma o coordenador de Desenvolvimento do Incra, Sergio Rezende. A Lei 7799/01 – que institui a política estadual de administração dos recursos ambientais – segundo Rezende, exige muitos critérios para licenciamento de empreendimentos e não contemplava a reforma agrária que tem ações muitos específicas.

A norma técnica, que será votada pelo Cepram, estabelece quais os documentos serão exigidos para o licenciamento de assentamentos, os tipos de estudos necessários a serem apresentados e define o enquadramento dos imóveis por tamanho, tais como: micro, pequeno, médio, grande e excepcional porte. Além disso, fixa valores para as taxas de licenciamento.

Apesar da necessidade da norma, o Incra, ao implantar projetos de assentamentos, já vem cumprindo a legislação ambiental que determina que todos imóveis rurais tenham no mínimo 20% de reserva legal e áreas de preservação permanente intactas (que varia de acordo com a geografia da imóvel e protege matas siliares, topos de morros, encostas e nascentes, por exemplo). 'A responsabilidade ambiental dos assentamentos não é só do Incra. É também dos assentados. Quando assinam os contratos de assentamento, automaticamente assumem o compromisso de cumprir a lei ambiental”, frisa Rezende.


http://www.incra.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=330:0&catid=1:ultimas&Itemid=278

Mudanças Climáticas


As mudanças climáticas e seus impactos têm sido apontados como uma das maiores questões de política internacional da atualidade. Resultado do crescente aumento da concentração de Gases de Efeito Estufa - GEE (Classificam-se como Gases de Efeito Estufa: Dióxido de Carbono - CO², Metano - CH4, Óxido Nitroso - N²O) na atmosfera, o aquecimento global é considerado o principal desafio do desenvolvimento sustentável. Para superá-lo, é indispensável a adoção de tecnologias menos poluidoras e, sobretudo, modificações nos padrões de consumo global.

Conforme dados disponibilizados pelo Painel Intergovernamental em Mudança do Clima - IPCC, desde a Revolução Industrial, constatou-se uma considerável concentração de GEE na atmosfera: de 280 partes por milhão (ppm) para o período de 1000 a 1750 para 368 ppm no ano de 2000, refletindo em um aumento médio da temperatura terrestre de +/- 0,2 a 0,6 ºC.

A Convenção-Quadro de Mudanças Climáticas, assinada em 1992 durante a “Cúpula da Terra” no Rio de Janeiro, representou a primeira iniciativa internacional no sentido de elaborar uma estratégia global para “proteger o sistema climático para gerações presentes e futuras, através do comprometimento das Partes da Convenção em:

a) fornecer informações atualizadas sobre as emissões de gases de efeito estufa e “sumidouros” nacionais;
b) desenvolver programas nacionais para a mitigação da mudança do clima e adaptação a seus efeitos;
c) fortalecer a pesquisa científica e tecnológica e a observação sistemática do sistema climático, e
d) promover o desenvolvimento e a difusão de tecnologias relevantes, bem como programas educativos e de conscientização pública sobre mudança do clima.

As negociações sobre Mudanças Climáticas culminaram na elaboração do Protocolo de Quioto, documento ratificado em 2005 que inclui as metas de redução de emissões por parte dos países industrializados (Países do Anexo I) e os mecanismos de flexibilização, criados com o objetivo de permitir que os membros do Anexo I atinjam as metas fixadas. Dentre estes mecanismos destaca-se o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL.

A proposta do MDL consiste na promoção, por parte dos países industrializados, de Projetos de Redução de Emissões em nações em desenvolvimento, possibilitando, assim, o cumprimento das metas estabelecidas, através da redução de custos de implantação e promoção do desenvolvimento sustentável nos países beneficiados.

http://www.semad.mg.gov.br/mudancas-climaticas

Debate Púbico discute agricultura sustentável

Representantes do setor agrícola e da área ambiental discutiram nesta quarta-feira (01), em Belo Horizonte, mecanismos, diretrizes e políticas para o desenvolvimento agrícola sustentável. O Debate Público foi realizado pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) e reuniu o ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, e representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg).

De acordo com o expositor do tema, Alysson Paulinelli, até o início da década de 70 o Brasil era um país importador de alimentos e 50% da renda das famílias brasileiras ficavam comprometidas com gastos com a alimentação. “Para mudar este cenário, o Brasil investiu em pesquisas científico-tecnológicas para conhecer os seus biomas e transformá-los em um sistema produtivo competitivo”, destacou o expositor. Segundo Paulinelli, o resultado deste investimento é um país com excelentes saldos na balança comercial em função da produção agrícola e apenas 18% da renda familiar é comprometida com gastos alimentícios.

O representante da Faemg, Marcos de Abreu e Silva, concordou com o expositor de que é preciso continuar investindo na produção de conhecimento e tecnologia para se desenvolver um manejo sustentável dos biomas, com formas de intervenções que não degradem os recursos naturais. Ele citou, ainda, o posicionamento da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Kátia Abreu, contra o desmatamento, desde que sejam regularizadas as questões fundiárias, os passivos ambientais e o pagamento pelos serviços de manutenção e conservação das florestas aos produtores rurais.

O secretário José Carlos Carvalho acrescentou que o debate sobre o uso da terra e a política ambiental deve ultrapassar as discussões torno de reservas legais e áreas de preservação permanente. “O desafio é pensar a propriedade rural como uma unidade de produção sustentável e o governo deve criar condições para a recuperação e conservação do meio ambiente”, afirmou.

De acordo com dados do Sistema Estadual de Meio Ambiente, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) investiu, em 2008, mais de R$33 milhões em ações do Projeto Estruturador do Governo de Minas ‘Conservação do Cerrado e Recuperação da Mata Atlântica', com destaque para a regularização fundiária, a criação de unidades de conservação (UCs) e o fomento para investimentos em florestas de proteção. Os dados mostram que em 2007 e 2008 foram investidos, somente em regularização fundiária, R$ 95 milhões, valor maior do que a soma de todo o investimento já realizado pelo Instituto neste tipo de regularização em seus 47 anos de existência.

No dia 05 de junho de 2009, o governador Aécio Neves assinou, ainda, decreto que regulamenta a Lei 17.727/08, denominada Bolsa Verde, que prevê a concessão de incentivo financeiro aos produtores rurais pelos serviços ambientais prestados. O decreto determina que serão contemplados com o Bolsa Verde produtores que recuperam, preservam e conservam áreas necessárias à proteção das matas ciliares, à recarga de aqüíferos e à proteção da biodiversidade e ecossistemas especialmente sensíveis. Nesta mesma linha, ainda poderão ser beneficiados os proprietários de áreas urbanas.


http://www.semad.mg.gov.br/noticias/1/874-debate-pubico-discute-agricultura-sustentavel

sábado, 4 de julho de 2009

Extrativistas fazem retirada ilegal de areia e arenoso em Barra do Pojuca

Antes, uma área de vasta mata atlântica. Agora, o que prevalece é um cenário de devastação profunda. Há mais de dez anos, extrativistas retiram, derrubando a vegetação, areia e arenoso de forma irregular em Barra do Pojuca, distrito de Camaçari, região metropolitana de Salvador. O material é usado para alimentar o mercado da construção civil.


O estrago, em apenas duas áreas vistoriadas por técnicos do Instituto do Meio Ambientes (IMA), é de cerca de 20 hectares – o que equivale a mais de 20 campos de futebol iguais ao da Fonte Nova (que mede 8.500 m²). A devastação em toda a região pode ser maior, já que existem outros pontos ainda não descobertos.


Segundo a geóloga do IMA, Conceição Serra, a extração que acontece nos dois lugares foi feita de maneira completamente “doida”. “Podemos ver diversas áreas de escavações somente no ponto onde eles retiram arenoso. Isso é uma evidência de que não há planejamento”, analisa a especialista. “Neste lugar, tem concentração de arenoso, mas também de argila e outros minerais. Podemos observar que, quando cessa a faixa de arenoso, com valor comercial maior, eles abandonam a localidade e buscam outra para explorar”, explica.


Do ponto mais alto da área de extração de arenoso, era possível avistar máquinas retirando areia de outros ponto de exploração. Mas, quando os fiscais chegaram ao local, 30 minutos depois, os criminosos já haviam fugido.


Denúncia – A descoberta das áreas de extração só foi feita após denúncia feita por um leitor de A TARDE e encaminhada, por meio da redação, à direção do IMA. A denúncia apontava a presença de pessoas armadas protegendo o garimpo. Por conta disso, dois policiais da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) acompanharam a equipe do IMA. A informação de homens armados foi confirmada por um morador que prefere ter o nome não divulgado. No entanto, durante a vistoria nenhum “capanga” foi preso.


A equipe de A TARDE, que foi a Barra do Pojuca para acompanhar a vistoria, chegou ao local antes dos técnicos do IMA, por volta das 15h30, na última quarta-feira. Enquanto esperava, presenciou um entre-e-sai de caçambas e escavadeiras na área de garimpo. Um das caçambas trazia plotado o nome da empresa Imperial Ambiental. Meia hora depois, os especialistas do órgão do meio ambientes e a polícia ambiental chegaram ao local e seguiram para o ponto da denúncia, na Rua Firmino Barreto.


O caminho para chegar na área é de difícil acesso, exigindo muito cuidado. No trajeto, foi constatado que os extrativistas abriram caminhos alternativos para escoar a carga. Esta prática, de acordo com o engenheiro sanitário do IMA, Nilson Rocha, é para fugir da fiscalização. “Provavelmente, eles já devem saber que estamos aqui. Por isso, durante alguns dias vão parar de explorar a área, mas logo voltarão”, ressalta ele.


Fauna e flora – Como consequência direta da extração de areia e arenoso, a mata atlântica da região é brutalmente derrubada. Espécies que demoram anos para crescer são transformados em lenha. “Eles provocaram uma verdadeira tragédia, um crime ambiental de grande dimensão” destaca Conceição, que contabilizava a extensão da área afetada com auxílio de um GPS. “As imagens são enviadas para o IMA para que saibamos exatamente a tamanho dos estragos, além de mapearmos o local”, informa a especialista.


A localidade também é conhecida pela diversidade de animais. Lá, segundo moradores, podem ser encontrados, por exemplo, onça pintada e bicho-preguiça. Ainda segundo os moradores, os bichos acabam fugindo por conta das queimadas provocadas pelos extrativistas para limpar a área de extração.


http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1179773

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ministros do meio ambiente debatem clima em reunião

Começa hoje, na Groenlândia, a quarta reunião entre ministros de Meio Ambiente dos países que mais contribuem com o agravamento do efeito estufa, o Brasil incluído. O encontro, que dura quatro dias, acontece em Ilulissat, onde a retração de um fiorde de gelo é uma das cenas mais óbvias do aquecimento global.
A China, o país que mais emite gases-estufa, foi o único que recusou o convite.

Segundo a ministra dinamarquesa de Clima, Connie Hedegaard, a reunião servirá para "trocar livremente pontos de vista e avançar nas reflexões" sobre o tema. Ela pode adiantar algumas posições que serão defendidas pelos países na próxima Conferência do Clima, que ocorre em dezembro, na Dinamarca.

O Brasil, por exemplo, defende que cortou suas emissões de gases-estufa com a redução da taxa de desmatamento na Amazônia - uma forma de aliviar a pressão internacional em cima do tema e, de quebra, fazer publicidade do Fundo Amazônia, do governo federal, que pretende arrecadar doações de nações ricas para ajudar a conservar a floresta.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/06/30/ministros+do+meio+ambiente+debatem+clima+em+reuniao+7043926.html

segunda-feira, 29 de junho de 2009

MEIO AMBIENTE - Serviço Florestal abre consulta pública para plano de outorga 2010


O Serviço Florestal Brasileiro abriu consulta pública para o Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF) 2010, documento que traz a relação das florestas federais passíveis de concessão no período. Os interessados têm até 19 de julho para enviar as sugestões. O PAOF está disponível em www.florestal.gov.br. Estima-se que 2 milhões de hectares em 27 unidades de conservação possam ser objeto de licitação em 2010. O número compreende áreas que, ao longo do ano, terão cumprido critérios técnicos e legais para a atividade, entre eles, aprovação do plano de manejo ou relatório ambiental preliminar e instituição do conselho consultivo.

Embora as florestas públicas federais ocupem 196 milhões de hectares no país, apenas parte delas pode ser transferida para uso pela iniciativa privada. O quantitativo exclui unidades de proteção integral, áreas de relevante interesse ecológico (Aries), reservas de desenvolvimento sustentável (RDSs), reservas extrativistas (Resex) e áreas militares. Também não são objeto de licitação áreas sem potencial para concessão, sem plano de manejo aprovado no período de vigência do PAOF, que sejam de uso exclusivamente comunitário ou estejam distante de mercados formais. Para que empresas de diferentes tamanhos participem das licitações, a lei 11.284/06 estabelece que os editais tragam mais de uma categoria de unidades de manejo. Uma delas deve ser de pequeno porte, ou seja, de até 20 mil hectares, e as demais podem ser de médio porte - entre 20 mil e 40 mil hectares –, ou de grande porte – maiores que 40 mil hectares, para concessões na Amazônia.



CONSULTA - A legislação não exige que o PAOF seja colocado em consulta pública, mas o Serviço Florestal tem adotado a medida para tornar o processo transparente e estimular sua divulgação. “As concessões são um novo modelo gestão florestal. Quanto maior a participação de atores-chave, melhor será a implementação e a gestão das florestas públicas”, diz o gerente-executivo de Planejamento do Serviço Florestal, Marcus Vinícius da Silva Alves. As sugestões serão avaliadas e podem ser incorporadas à versão final do documento, que será concluído até 31 de julho. Apesar de se referir apenas a 2010, o PAOF é elaborado com antecedência para que estados e municípios, empresas e organizações civis conheçam a proposta do governo federal sobre onde estão e quais são as florestas passíveis de concessão.

Alves explica que a divulgação do PAOF potencializa as ações dos governos federal e estadual para fins de concessão florestal relativas, por exemplo, à regulação da oferta de matéria-prima florestal. A disponibilização do documento permite ainda que o setor privado planeje a participação nas licitações e que as organizações civis se organizem em torno de futuras demandas. As concessões florestais surgiram com o objetivo de estimular a oferta de madeira legal, evitar o desmatamento e buscar o uso sustentável das florestas, com a extração de produtos como óleos e resinas.

http://www.rondoniaovivo.com/news.php?news=52060

Educação Ambiental


A educação ambiental é uma ferramenta essencial para a melhoria da qualidade de vida da população. A partir dela, estimula-se o exercício pleno e consciente da cidadania (direitos e deveres) e fomenta-se o resgate e o surgimento de novos valores. Ter acesso às informações e conceitos ambientais significa ter condições para refletir sobre as causas e os efeitos da degradação, possibilitando a mudança de comportamento do cidadão e, conseqüentemente, atitudes que visem à sustentabilidade da Terra.

Existem várias definições de educação ambiental. No Capítulo 36 da Agenda 21, é definida como um processo que busca "(...) desenvolver uma população que seja consciente e preocupada com o meio ambiente e com os problemas que lhes são associados. Uma população que tenha conhecimentos, habilidades, atitudes, motivações e compromissos para trabalhar, individual e coletivamente, na busca de soluções para os problemas existentes e para a prevenção dos novos (...)”.

De acordo com a Conferência de Tbilisi, os princípios que devem nortear programas e projetos de trabalho em educação ambiental são:

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Considerar o ambiente em sua totalidade, ou seja, em seus aspectos naturais e artificiais, tecnológicos e sociais (econômico, político, técnico, histórico-cultural e estético).
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Construir-se num processo contínuo e permanente, iniciando na educação infantil e continuando por todas as fases do ensino formal e não formal.
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Empregar o enfoque interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, para que se adquira uma perspectiva global e equilibrada.
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Examinar as principais questões ambientais em escala pessoal, local, regional, nacional, internacional, de modo que os educandos tomem conhecimento das condições ambientais de outras regiões geográficas.
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Concentrar-se nas situações ambientais atuais e futuras, levando em conta também a perspectiva histórica.
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Insistir no valor e na necessidade de cooperação local, nacional e internacional para prevenir e resolver os problemas ambientais.
*
Considerar, de maneira clara, os aspectos ambientais nos planos de desenvolvimento e crescimento.
*
Salientar a complexidade dos problemas ambientais e, conseqüentemente, a necessidade de desenvolver o sentido crítico e as aptidões necessárias para resolvê-los.

http://www.feam.br/index.php?option=com_content&task=view&id=21&Itemid=70

A união faz a força, o Brasil ajuda e o meio ambiente agradece


Pedro da Cunha e Menezes


Desde que em 1872 Yellowstone foi declarado o primeiro Parque Nacional no mundo, a discussão sobre conservação ambiental tem evoluído muito. Inicialmente, a razão principal para se criar um parque era salvaguardar para futuras gerações uma área natural de extrema beleza ou grande importância ambiental. À medida que o tempo foi passando, a população mundial se multiplicando e crescentes nacos de áreas pristinas foram sendo desmatados para a agricultura, pecuária e urbanização, ficou patente que, a criação pura e simples de parques não era suficiente e que seria necessário fazer algo mais caso efetivamente quiséssemos preservar o meio ambiente. Foi assim que surgiu a recomendação da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) de que todos os países devem fazer um esforço para preservar pelo menos 10% de cada ecossistema que existam em seus territórios. Tal recomendação, logo incorporada ao pensamento científico desencadeou, sobretudo a partir da década de 1970, uma onda de decretos mundo afora criando uma série de novas unidades de conservação que, nos ultimos 35 anos, multiplicaram exponencialmente a área protegida nos cinco continentes.

Principalmente a partir da década de 1980, entretanto, pesquisas científicas demonstraram que a política de criar Unidades de Conservação é por si só insuficiente para garantir a preservação dos ecossistemas de forma íntegra, isto é, sem a extinção de várias de suas espécies. Parques isolados transformam-se em “ilhas ecológicas” dificultando a troca genética das espécies que encerram e, dessa maneira, enfraquecem o material genético das espécies, o que em alguns casos leva à extinção. Baseada nessa premissa, a UICN criou a máxima que “reservas agrupadas são melhores que reservas distantes umas das outras e reservas conectadas por corredores de habitat são melhores do que reservas não ligadas por tais conexões”.


http://www.oeco.com.br/todos-os-colunistas/46-pedro-da-cunha-e-menezes/17047-oeco_22741

Suassuna: "Soja transgênica ajuda o meio ambiente, pois exige menos agrotóxico"


O relator do projeto da Lei de Biossegurança, senador Ney Suassuna (PMDB-PB), sustentou na defesa de seu substitutivo que a "soja transgênica ajuda o meio ambiente, pois exige menos agrotóxico". A soja tradicional recebe até seis aplicações de agrotóxicos, enquanto a transgênica é colhida tendo recebido apenas um herbicida.< />

- Há muita desinformação sobre esse assunto. Quem é contra os transgênicos se aproveita da desinformação das pessoas para propagar mitos equivocados sobre o assunto - afirmou.< />

Suassuna informou ainda que os Estados Unidos já plantam 112 variedades transgênicas de cereais e leguminosas e outros produtos alimentícios, enquanto no Brasil só se planta, ainda de forma irregular, uma variedade de soja. Países como o Brasil "não podem se dar ao luxo de dispensar os produtos transgênicos", que têm custo menor e ainda reduzem a poluição do meio ambiente por herbicidas, ponderou.< />

Na falta de uma legislação sobre o assunto, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) teve de fazer acordos com a Argentina para pesquisar lá uma variedade de mamão resistente a uma doença devastadora da cultura. O mesmo aconteceu com o feijão, que vem sendo pesquisado nos Estados Unidos, em acordo com a Embrapa. Para conseguir mudas de banana resistente a algumas doenças, a empresa teve de se dirigir à América Central.

- Vamos ser realistas. Se o Congresso não aprovar uma lei para os transgênicos, sementes obtidas em outros países vão entrar aqui de forma ilegal e dominar nossas plantações, como vem acontecendo com a soja. É melhor que os pesquisadores brasileiros desenvolvam nossas sementes, atendendo aos interesses nacionais - acrescentou. Suassuna disse ainda que uma organização não-governamental que luta no Brasil contra os transgênicos "veio de um país onde esses produtos são pesquisados e plantados".

Ao responder por que não havia separado em seu substitutivo os transgênicos das pesquisas com células-tronco embrionárias, Suassuna informou que tentou isso, mas não havia respaldo regimental para esse caminho. Afirmou ainda que a solução que apresentou sobre pesquisas com células-tronco embrionárias contentou "a quase totalidade" das igrejas, dos cientistas e outros setores envolvidos.


http://www.direito2.com.br/asen/2004/out/6/suassuna-soja-transgenica-ajuda-o-meio-ambiente-pois-exige-menos

Ibama premia 19 notáveis da área ambiental e Sarney


José Sarney foi um dos 20 agraciados com a medalha comemorativa da cerimônia em homenagem aos 20 anos do Ibama, realizada na segunda-feira. O senador foi escolhido por ter criado o órgão e representado o Congresso Nacional na primeira Conferência Mundial de Meio Ambiente, em Estocolmo. Os méritos do ex-presidente da República são questionados em denúncias como a do deputado federal Domingos Dutra, que o acusa de fechar o acesso a cinco praias do município de Raposo, no Maranhão (leia aqui nota do Blog Verde).

A cerimônia, realizada no auditório da sede do Ibama, em Brasília, premiou ainda outras personalidades, muitos com reconhecimento público na área ambiental. Dois jornalistas de peso na área ganharam medalha: Cláudio Savaget, que desde 1990 comanda o Globo Ecologia, considerado uma iniciativa pioneira na educação ambiental; e Paula Saldanha, que dedicou parte da carreira a programas sobre meio ambiente e é presidente do Instituto Ecológico Terra Azul.

Foram homenageados com a medalhas grandes pesquisadores do meio ambiente no Brasil: o professor Paulo Nogueira Neto, primeiro presidente do Conselho Nacional de Meio Ambiente e único representante da América Latina na Comisão Brundtland da ONU, que preparou o relatório Nosso Futuro Comum; o jurista Paulo Afonso Leme Machado, primeiro acadêmico a tratar do direito ambiental no país, autor de cinco livros sobre o tema e agraciado com o Prêmio Elisabeth Haub, concedidopelo Conselho Internacional de Direito Ambiental e pela Universidade de Bruxelas; Herman Benjamin, ministro do Superior Tribunal de Justiça especialista na área ambiental e membro da delegação brasileira na Cúpula da Terra, em Johannesburgo, em 2002; e Judith Cortesão (in memorian), uma das mais respeitadas ambientalistas do mundo e participante das duas primeiras expedições brasileiras à Antártica da história.

Entre os dez indicados pelo Conselho Gestor do órgão, foram premiados ainda Antonio Danilo, designer que criou a logomarca do Ibama; Elvez Ismar Martins (in memorian), servidor do Ibama morto em acidente durante fiscalização; Franciso Canindé, servidor mais antigo do Ibama, que começou a carreira em 1954 na Caixa de Crédito de Pesca e, quando o Ibama foi fundado, foi para o escritório do Rio Grande do Norte.

Outros dez funcionários do Ibama foram escolhidos pelos próprios servidores: Jonas Moraes Corrêa, Fausto Silva Júnior, Guilherme Gomes de Souza, José da Silva Quintas, José Fernando Pedrosa, Márcia Silva, Miriam Vaz Parente, Roseana Duarte Trein, Sueli Monteiro de São Martinho Carvalho e o primeiro presidente do Ibama, Fernando César Mesquita, responsável pelo fortalecimento do órgão.

Educação universal de qualidade é um sonho que está à mão', diz ministro

O ministro da Educação, Fernando Haddad, falou nesta sexta-feira (5) que o Brasil passa por um momento em que há um "alinhamento de forças sociais" em prol da educação.


“A educação universal de qualidade é um sonho que está à mão”, disse.


Ele deu a declaração durante o lançamento do programa “Globo Educação”, que começa a ser veiculado aos sábado, a partir do dia 6, na TV Globo e no canal Futura.


“O programa vai ter um papel fundamental para o momento que o Brasil vive. Brasil parece querer despertar para o desafio da educação. Não se pode falar em desenvolvimento humano sem falar em educação”, falou Haddad.


Além do ministro, estavam presentes no evento: o vice-presidente executivo das Organizações Globo e presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, as secretárias estadual e municipal de Educação, Tereza Porto e Claudia Costin, respectivamente, e o presidente do Compromisso Todos pela Educação, Mozart Ramos, além de outras autoridades.


“Assim como o ‘Globo Ecologia’ também é educativo, o ‘Globo Educação’ é uma oportunidade incrível direta, didática, de mostrar como algumas comunidades e escolas estão resolvendo os seus problemas e estão trazendo uma melhora significativa no rendimento dos alunos”, explica o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho.


A jornalista Helena Lara Resende apresentará o programa que tem como objetivo compartilhar experiências de diferentes escolas do Brasil inteiro e levar o ambiente acadêmico para além dos muros dos colégios.


Personalidades

Além de mostrar o cotidiano de aulas, giz e quadro-negro, personalidades, como a cantora Marisa Monte, também vão contar sobre os seus anos de colégio.

No lançamento, o aluno da Escola municipal Pedro Lessa, Lucas do Rap, contou a sua história, de como participou do grêmio estudantil e fez campanha para a eleição da direção do seu colégio.

“Meu sonho é voltar à escola como professor”, contou.


O programa vai ao ar na TV Globo aos sábados às 6h10 e aos domingos no canal Futura, às 10h30, sendo reapresentado às 13h30 do mesmo dia.

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1184180-5604,00-EDUCACAO+UNIVERSAL+DE+QUALIDADE+E+UM+SONHO+QUE+ESTA+A+MAO+DIZ+MINISTRO.html

sexta-feira, 5 de junho de 2009

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE: A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DA NATUREZA





Sérgio Luiz de Carvalho

Nesta semana, que começa no dia 30 de maio e vai até o dia 05 de junho de 2004, estamos vivenciando a semana do meio ambiente. No dia 05 de junho como acontece todos os anos estará sendo comemorado o dia mundial do meio ambiente, data extremamente importante para a conservação da natureza. A preocupação com a conservação da natureza vem se acentuando nos dias atuais em função das atividades humanas, as quais têm ocasionado seríssimos problemas de degradação ambiental, a ponto de comprometer, caso não sejam tomadas medidas emergenciais, os recursos naturais, as condições de vida e consequentemente, toda a vida futura no planeta.


O amor à natureza e o desejo de que ela seja preservada ou utilizada racionalmente pelo homem já podem ser verificados nos primeiros livros sagrados. Praticamente todos eles mencionam a vida das plantas, dos animais silvestres e do homem, como elementos integrantes do meio ambiente. Entre outros podem ser mencionados os Vedas, a Bíblia e o Corão. Diversos são os textos escritos, alguns deles, há quase 2.500 anos atrás na India cujos relatos mencionam uma preocupação acentuada com a conservação da natureza e vários são os líderes espirituais, entre eles Shiddarta Gautama, o Buda que demonstraram esta preocupação. Curioso é que São Francisco de Assis, tanto tempo depois, abraçaria os mesmos princípios, certamente sem conhecimento das crenças e filosofias pregadas pelos homens daquelas longínquas paragens.


Além dos princípios religiosos, os homens santos veneravam o ar, a água, a terra (alimento) e o fogo (energia), todos considerados como partes integrantes do Cosmos e sem os quais não teríamos condições de vida. Procuravam demonstrar a inter-relação de todos os seres vivos e dos elementos abióticos que os cerca. Isso identifica a disciplina que hoje estudamos nas universidades sob o nome de Ecologia.
O amor de Francisco de Assis demonstra abrangência universal. Poucos terão se irmanado tanto com o universo como ele, ao contemplar em seus retiros para meditação os elementos naturais, que chamava de “irmãos” – o sol, o ar, a água, as estrelas, as plantas e os animais. No seu extraordinário “Cantico al fratte Soli” louva a grandeza do Criador e todas as criaturas.


Muitos anos depois, mais precisamente no ano de 1854, em resposta a uma proposta do presidente dos Estados Unidos Ulysses Grant, de comprar grande parte das terras de uma nação indígena, oferecendo, em troca, a concessão de uma outra “reserva” obteve-se como resposta do Chefe Seatle, aquele que tem sido considerado através dos tempos como um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio-ambiente. Neste pronunciamento, o chefe indígena faz um alerta contra a exploração predatória feita pelo homem branco, ao provocar desflorestamentos, a poluição da água, do solo do ar e ao dizimar populações animais, inclusive a do bisão americano, que quase foi levada à extinção pela caça indiscriminada. Enfatizava as conseqüências negativas desta degradação provocada pelo homem branco. Entre outras afirmações dizia o Chefe Seatle o seguinte : “O que ocorrer com a Terra recairá sobre os filhos da Terra. Há uma ligação em tudo”. Vale ressaltar que a visão “profética” do grande Chefe Indígena, acabou se confirmando com precisão admirável, demonstrando um profundo conhecimento das leis que regulam a natureza pois através das atividades do homem moderno ocorre hoje um processo de intensa degradação do meio ambiente.



Em 1962, uma nova obra veio a causar grande impacto no meio científico e social, isto é, o livro Silent Spring (Primavera Silenciosa) escrito por Rachel Carson nos Estados Unidos que foi o primeiro brado de alerta, contra o uso indiscriminado de pesticidas e que teve repercussão mundial, contribuindo para que práticas conservacionistas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) passasse a ser implementado.


Fonte: http://www.agr.feis.unesp.br/ji05062004.php

SEMANA FIESP


Com o eixo temático “O Estado de São Paulo que queremos”, um novo formato e uma nova proposta, pretende-se discutir e delinear os desafios e oportunidades da indústria paulista relativos ao desenvolvimento industrial e às questões socioambientais. Serão consultadas as bases regionais da indústria paulista e, para tanto, serão realizados, entre março e abril de 2009, oito eventos macrorregionais com caráter propositivo e centralizados em regionais do Ciesp, quais sejam, Sorocaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Bauru, Campinas, São Paulo-Distrital Oeste, Cubatão e São José dos Campos.

A programação geral de cada evento macrorregional conta com meio-dia reservado para discussões, elaboração de propostas e relatos, que ocorrerão em três grupos de trabalhos, relacionados a três campos temáticos, sendo:

1. tecnológico e de capacitação;
2. regulatório, de licenciamento e planejamento ambiental; e
3. de incentivos e financiamentos para ações socioambientais.

Os trabalhos estarão apoiados em roteiro sugerido, anexo ao programa, fornecido às coordenações dos eventos macrorregionais e a todos os participantes.

Todos os eventos envolverão todas as entidades representativas da indústria paulista, quais sejam, sindicatos e associações da indústria, Ciesp e Fiesp, as próprias empresas e demais partes interessadas. Esses, juntos ao DMA/Fiesp e às diretorias regionais do Ciesp, deverão apresentar, para os três campos temáticos, os desafios e oportunidades do setor industrial.

No dia 04 de junho, na véspera do dia internacional do meio ambiente, ocorrerá um evento final, na sede da Fiesp, quando serão sintetizadas todas as propostas advindas das oito regiões do Estado para os três campos temáticos mencionados.

Será publicado um documento final, para divulgação ampla, em junho, agrupando e sintetizando as propostas e conclusões deste grande ciclo de eventos.

Fonte: http://www.fiesp.com.br/meioambiente/

Batalhão Ambiental abre Semana do Meio Ambiente 2009


Com o tema Reutilizar e Reciclar para nossa casa Preservar, o Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar de Rondônia, com sede no município de Candeias do Jamari, abriu na manhã desta sexta-feira, 29, em seu auditório, a Semana do Meio Ambiente 2009. O evento contou com a participação do subcomandante da PM coronel Adilberto Maciel, o prefeito do município Oswaldo Souza Dinho, do PV, o tenente coronel PM Vilson Machado, Comandante do BPA, policiais militares, diretores, professores e alunos de Escolas públicas naquela cidade.A preocupação com a destinação do lixo produzido pela sociedade foi o que motivou o tema que tem como objetivo despertar a responsabilidade ambiental da comunidade escolar, e por meio desta, a sociedade em geral, no sentido de tornar as questões ambientais parte da vida de cada um, “efetivando assim, a verdadeira cidadania ambiental”, disse o tenente coronel PM Vilson.

Para o coronel Maciel, subcomandante da PM, a educação ambiental com foco na preservação do meio ambiente é de fundamental importância para esta e as gerações que advirão. Temos que cuidar do que é nosso, pediu ele, alertando para a presença de estrangeiros em nossa Amazônia. “ As outras nações se arvoram em tê-la, por isso é necessário que estejamos sempre promovendo esta conscientização de nossa sociedade, preservando-a”.

Com as atividades que serão desenvolvidas fica claro que não podemos agir somente de maneira repressiva, mas preventiva, sendo esta a bandeira do governo do Estado, pois a educação ambiental é a melhor maneira de realizar prevenção.

O prefeito Oswaldo Sousa, o Dinho, de Candeias do Jamari, se manifestou favorável a todo tipo de conscientização, pois, segundo ele, muitos dos que não foram orientados para preservar a natureza, hoje, estão
disponibilizando recursos para controlar e preservar onde vivem.

Atividades

Várias são as atividades dos policiais do Batalhão Ambiental, a partir deste sábado, 30. Ação Global, no SESI com início às 8 horas e término às 18 horas. No domingo, 31, as atividades serão desenvolvidas em parceria com a SEMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, das 17 horas às 21 horas no Parque da Cidade, em Porto Velho. Dia 1, será no CSAC – Consórcio Santo Antonio Civil no canteiro de Obras da Usina de Santo Antonio, das 6h15 às 15 horas. Também no dia 1, das 8 horas às 20 horas a programação será no parque da cidade.

Dia 2, os policiais recebem no Batalhão, a vista da APAE a partir das 8 horas. Dia 3, retornam ao CSAC. Dias 4 e 5, Gincana Ambiental no Batalhão e passeata do IBAMA na praça Jonatas Pedrosa em Porto Velho, com início às 8 horas. No dia 6, novamente no Canteiro de Obras da Usina de Santo Antonio, a partir das 8 horas com a Operação Verão Limpo.

Fonte: http://www.pm.ro.gov.br/index.php/news/1-latest-news/180-lenilson.html

Os perigos


Ozônio destruído

A camada de ozônio, composta de um gás rarefeito - o ozônio -, vinha impedindo, há milhões de anos, a passagem dos raios ultravioletas do sol. Com o poder de reduzir a capacidade de fotossíntese dos vegetais, esses raios prejudicam o sistema imunológico do homem, e podem provocar câncer de pele e doenças nos olhos, como a catarata.

A destruição dessa camada se deve à emissão de poluentes no ar, sendo o cloro presente em clorofluorcarbonetos (CFCs) seu principal inimigo.

Ele é usado como propelente de sprays, em chips de computadores e, principalmente, em aparelhos domésticos, como geladeira e ar-condicionado.

São dois os químicos que, em 1974, chamaram a atenção para a relação entre o CFC e a diminuição da camada de ozônio: o norte-americano Frank Rowland e o mexicano Mario Molina, ambos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 1995.

Em 1992, um novo vilão aparece para pertubar a camada de ozônio. Trata-se do brometo de metila, inseticida utilizado em plantações de tomate e morango e muito mais nocivo que o CFC, apesar de existir em menor quantidade.

Várias políticas ambientais foram implementadas em todo o mundo para reverter esse fato. O governo brasileiro, por exemplo, reduziu em 31% o consumo de CFC, entre os anos de 1988 e 1995, e parece que os resultados dessas políticas já são notados. A Organização Mundial de Meteorologia das Nações Unidas registrou uma diminuição dos gases nocivos na atmosfera, exceto o brometo de metila. O buraco da camada de ozônio, no entanto, continua aumentando e só deve estar recuperada na metade do século XXI. Mas isto se forem respeitadas todas a metas do Protocolo de Montreal, assinado em 1987 no Canadá, onde 24 países se comprometeram, entre outras coisas, a restringir à metade a produção de CFC até o presente ano.


Florestas mortas

O desmatamento em grande escala já chega a 46% das matas primitivas da terra. Dos 62.200.000 Km2 de florestas originais, somente 33.400.000 ainda cobrem a superfície do planeta.

Todo ano, cerca de 170 mil Km2 de mata simplesmente desaparecem, sendo a principal forma de desmatamento as queimadas de grandes áreas para o cultivo da agricultura e a prática da pecuária. A comercialização da madeira, a expansão dos centros urbanos, a construção de estradas e o extrativismo de interesse econômico são outros importantes motivos que levam à devastação.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o recordista no mundo em desmatamento, sendo derrubados anualmente na Amazônia em torno de 15 mil Km2 de floresta.


Poluição


Poluição do ar, das águas, do solo, sonora, diversas designações para um único problema: a interferência negativa do homem no equilíbrio ambiental, quando exerce suas atividades cotidianas em casa, no trabalho, em todo o lugar, enfim. A emissão de resíduos sólidos, líquidos e gasosos em quantidade acima da capacidade humana de absorção é o que chamamos de poluição.

Exemplo de poluição do ar: indústrias químicas e siderúrgicas lançando na atmosfera óxidos sulfúricos e nitrogenados e enxofre.

Poluição das águas: o esgoto que suja rios, lagos e áreas de mananciais. De acordo com a ONU, dois terços da humanidade podem vir a passar sede, em menos de 30 anos.

Poluição do solo: causada pelo acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal. Uma solução viável para esse tipo de poluição seria a prática da reciclagem do lixo.

Poluição sonora: barulho dos carros. Nas principais ruas da cidade de São Paulo, os níveis de ruído atingem de 88 a 104 decibéis. O máximo tolerável é 85 decibéis.


Convenção sobre a mudança do clima


No Protocolo de Kyoto, assinado em 1992, os países industrializados se comprometeram a reduzir até o ano 2000 suas emissões de dióxido de carbono para os níveis encontrados no ano de 1990, a fim de não modificar ainda mais o já alterado clima do planeta. Em seu processo de revisão e atualização, essa convenção sofreu uma retificação, em 1997, em Kyoto, no Japão, e por isso ela ficou conhecida como Protocolo de Kyoto. Nessa ocasião, ficou decidido que os países que aderiram reduziriam suas emissões, combinadas de gases de efeito estufa, em pelo menos 5%, entre os anos de 2008 e 2012.

Aberto para assinaturas a partir de 1998, com adesão de cerca de 180 países, esse acordo ainda não foi assinado pelos EUA, país responsável por quase um quarto das emissões globais de dióxido de carbono na atmosfera.


Cidades: as mais poluídas

Atenas (Grécia), Bangcoc (Tailândia), Budapeste (Hungria), Buenos Aires (Argentina), Cairo (Egito), Calcutá (India), Cidade do México (México), Cracóvia (Polônia), Jacarta (Indonésia), Karachi (Paquistão), Londres (Reino Unido), Los Angeles (EUA), Manila (Filipinas), Moscou (Federação Russa), Mumbai (India), Nova Délhi (India), Nova York (EUA),

Fonte: http://www.brasilcultura.com.br/almanaque-brasil-cultura/dia-mundial-do-meio-ambiente/