sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Gestão ambiental e o novo ambiente empresarial

Um dos maiores desafios que o mundo enfrentará no próximo milênio é fazer com que as forças de mercado protejam e melhorem a qualidade do ambiente, com a ajuda de padrões baseados no desempenho e uso criterioso de instrumentos econômicos, num contexto harmonioso de regulamentação.

O novo contexto econômico se caracteriza por uma rígida postura dos clientes voltada à expectativa de interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional no mercado, e que atuem de forma ecologicamente responsável.

Diante de tais transformações econômicas e sociais uma indagação poderia emergir. A questão ambiental e ecológica não seria um mero surto de preocupações passageiro que demandariam medidas com pesado ônus para as empresas que a adotarem? Pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria - CNI e do Ibope mostra o contrário. Revela que 68% dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar mais por um produto que não agredisse o meio ambiente.

Dados obtidos no dia-a-dia evidenciam que a tendência de preservação ambiental e ecológica por parte das organizações deve continuar de forma permanente e definitiva onde os resultados econômicos passam a depender cada vez mais de decisões empresariais que levem em conta que:

A) Não há conflito entre lucratividade e a questão ambiental;

B) O movimento ambientalista cresce em escala mundial;

C) Clientes, comunidade passam a valorizar cada vez mais a proteção do meio ambiente;

D) A demanda e, portanto, os faturamentos das empresas passam a sofrer cada vez mais de pressões e a depender diretamente do comportamento de consumidores que
enfatizarão suas preferências para produtos e organizações ecologicamente corretas.

Mais informações: http://www.consultores.com.br/artigos.asp?cod_artigo=59

Para contatar o autor, envie e-mail para: atendimento@consultores.com.br

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cientistas captam imagem rara de água-viva gigante


O corpo da criatura tem um metro de diâmetro e quatro tentáculos com seis metros de comprimento cada um
Foto: BBC Brasil



Cientistas conseguiram capturar imagens raras de uma água-viva gigante nas profundezas do Golfo do México usando uma câmera em um submarino operado por controle remoto (ROV, em inglês).

O corpo da criatura - Stygiomedusa gigantea - na forma de sino, tem um diâmetro de um metro e quatro tentáculos com seis metros de comprimento cada um. Ela tem uma tonalidade púrpura avermelhada e vive a uma profundidade entre 996 metros e 1.747 metros.

No vídeo, ela é observada, aparentemente, tentando envolver o equipamento com seus tentáculos. Cientistas acreditam que eles tenham a função de envolver a presa. Os pesquisadores dizem que os registros científicos indicam que este tipo de água-viva só foi avistado 114 vezes em 110 anos.

Pouco se sabe sobre a água-viva, mas acredita-se que seja um dos maiores predadores invertebrados do ecossistema das profundezas. Vídeos anteriores foram feitos na costa americana no Pacífico e no Japão, mas esta é a primeira vez que a criatura é encontrada no Golfo do México. Os pesquisadores disseram que houve quatro aparições inesperadas de águas-vivas entre 2005 e 2009, durante um trabalho submarino de rotina realizado por companhias de petróleo.

Através de estudos e registros anteriores, os cientistas confirmaram que a espécie vive em várias partes do mundo. Este projeto é a primeira tentativa de identificar sua concentração no globo.

Mark Benfield, professor da Universidade Estadual de Louisiana, em Baton Rouge, nos Estados Unidos, e sua equipe, esperam encontrar mais exemplares da espécie ao longo do chamado Projeto Serpente, uma colaboração entre cientistas marinhos e grandes empresas de energia, que permite a exploração das profundezas do oceano em detalhe.

O ROV foi fornecido aos cientistas por companhias de petróleo que operam no Golfo do México, como Petrobras, BP, Shell e Chevron.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4400456-EI8145,00-Cientistas+captam+imagem+rara+de+aguaviva+gigante.html

Por aquecimento, águas-vivas invadem praias da Espanha



Na imagem, algumas águas-vivas capturadas por autoridades em praias da Espanha
Foto: BBC Brasil


Milhares de águas-vivas e caravelas portuguesas invadiram praias da Espanha. Na costa norte do país, na época mais movimentada do verão, banhistas estão sendo alertados para milhares de caravelas portuguesas, que têm tentáculos de até 10 metros de comprimento. Mais de 300 pessoas foram feridas nas últimas três semanas.

No outro lado do país, as praias do mediterrâneo também estão enfrentando um problema semelhante, uma invasão de pequenas águas-vivas. Pelo menos 700 pessoas foram feridas na última semana.

Autoridades temem que o problema piore no futuro. Segundo cientistas, o aquecimento global e o excesso de pesca poderá aumentar o número de águas vivas em novos locais.

Estudo: elefantes são 'engenheiros' que ajudam a biodiversidade

Um estudo de cientistas americanos afirma que áreas destruídas por elefantes abrigam mais espécies de anfíbios e répteis do que aquelas que ficam intocadas, o que faz dos paquidermes verdadeiros "engenheiros ecológicos". Os pesquisadores encontraram 18 espécies de animais em locais altamente danificados pelos elefantes, enquanto as áreas intactas tinham apenas oito. As descobertas foram publicadas na revista African Journal of Ecology.

"Elefantes, junto de algumas outras espécies, são considerados engenheiros ecológicos porque as suas atividades modificam o habitat de uma maneira que afeta muitas outras espécies", explica Bruce Schulte, da Universidade Western Kentucky (EUA). "Eles fazem de tudo, desde cavar com suas patas dianteiras, puxar grama e derrubar grandes árvores. Assim, realmente mudam a paisagem."

O cientista afirma que o sistema digestivo dos elefantes, por não processar muito bem todas as sementes que eles comem, também ajuda na modificação do habitat. "Como as fezes são também um ótimo fertilizante, os elefantes são capazes de rejuvenescer a paisagem ao transportar sementes para diferentes lugares", disse Schulte à BBC.

A equipe da Universidade Georgia Southern (EUA) realizou o estudo entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008 no rancho Ndarakwai, uma área de 4,3 mil hectares no nordeste da Tanzânia. Os cientistas identificaram áreas com grandes, médios e baixos danos causados por elefantes criados livremente, em comparação com uma área de 250 hectares que foi isolada de grandes herbívoros, como elefantes, girafas e zebras. Ao buscar amostras de espécies, os pesquisadores encontraram "uma tendência de maior riqueza em áreas com danos causados por elefantes do que na vegetação florestal."

Melhores amigos dos sapos
No artigo, os cientistas concluem que a diferença na riqueza animal nas áreas danificadas era provavelmente resultado da "engenharia" dos elefantes, gerando novos habitats para uma diversidade de espécies de sapos. "As crateras e destroços de madeira formados por árvores quebradas e arrancadas pela raiz (aumentaram) o número de refúgios contra predadores", diz o estudo.

Os cientistas afirmam ainda que os locais também favoreceram insetos, que se tornaram uma importante fonte de comida para anfíbios e répteis. Schulte afirma que a descoberta traz implicações para estratégias de manutenção do habitat e da vida selvagem. "Se estamos administrando o habitat, então claramente temos que saber para que o estamos administrando", diz. "O que este estudo aponta é que, embora algumas coisas não pareçam particularmente boas para o olho humano, isto não significa necessariamente que isto é prejudicial para toda a vida que está ali."

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4752018-EI8145,00-Estudo+elefantes+sao+engenheiros+que+ajudam+a+biodiversidade.html