sexta-feira, 5 de junho de 2009

Os perigos


Ozônio destruído

A camada de ozônio, composta de um gás rarefeito - o ozônio -, vinha impedindo, há milhões de anos, a passagem dos raios ultravioletas do sol. Com o poder de reduzir a capacidade de fotossíntese dos vegetais, esses raios prejudicam o sistema imunológico do homem, e podem provocar câncer de pele e doenças nos olhos, como a catarata.

A destruição dessa camada se deve à emissão de poluentes no ar, sendo o cloro presente em clorofluorcarbonetos (CFCs) seu principal inimigo.

Ele é usado como propelente de sprays, em chips de computadores e, principalmente, em aparelhos domésticos, como geladeira e ar-condicionado.

São dois os químicos que, em 1974, chamaram a atenção para a relação entre o CFC e a diminuição da camada de ozônio: o norte-americano Frank Rowland e o mexicano Mario Molina, ambos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 1995.

Em 1992, um novo vilão aparece para pertubar a camada de ozônio. Trata-se do brometo de metila, inseticida utilizado em plantações de tomate e morango e muito mais nocivo que o CFC, apesar de existir em menor quantidade.

Várias políticas ambientais foram implementadas em todo o mundo para reverter esse fato. O governo brasileiro, por exemplo, reduziu em 31% o consumo de CFC, entre os anos de 1988 e 1995, e parece que os resultados dessas políticas já são notados. A Organização Mundial de Meteorologia das Nações Unidas registrou uma diminuição dos gases nocivos na atmosfera, exceto o brometo de metila. O buraco da camada de ozônio, no entanto, continua aumentando e só deve estar recuperada na metade do século XXI. Mas isto se forem respeitadas todas a metas do Protocolo de Montreal, assinado em 1987 no Canadá, onde 24 países se comprometeram, entre outras coisas, a restringir à metade a produção de CFC até o presente ano.


Florestas mortas

O desmatamento em grande escala já chega a 46% das matas primitivas da terra. Dos 62.200.000 Km2 de florestas originais, somente 33.400.000 ainda cobrem a superfície do planeta.

Todo ano, cerca de 170 mil Km2 de mata simplesmente desaparecem, sendo a principal forma de desmatamento as queimadas de grandes áreas para o cultivo da agricultura e a prática da pecuária. A comercialização da madeira, a expansão dos centros urbanos, a construção de estradas e o extrativismo de interesse econômico são outros importantes motivos que levam à devastação.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o recordista no mundo em desmatamento, sendo derrubados anualmente na Amazônia em torno de 15 mil Km2 de floresta.


Poluição


Poluição do ar, das águas, do solo, sonora, diversas designações para um único problema: a interferência negativa do homem no equilíbrio ambiental, quando exerce suas atividades cotidianas em casa, no trabalho, em todo o lugar, enfim. A emissão de resíduos sólidos, líquidos e gasosos em quantidade acima da capacidade humana de absorção é o que chamamos de poluição.

Exemplo de poluição do ar: indústrias químicas e siderúrgicas lançando na atmosfera óxidos sulfúricos e nitrogenados e enxofre.

Poluição das águas: o esgoto que suja rios, lagos e áreas de mananciais. De acordo com a ONU, dois terços da humanidade podem vir a passar sede, em menos de 30 anos.

Poluição do solo: causada pelo acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal. Uma solução viável para esse tipo de poluição seria a prática da reciclagem do lixo.

Poluição sonora: barulho dos carros. Nas principais ruas da cidade de São Paulo, os níveis de ruído atingem de 88 a 104 decibéis. O máximo tolerável é 85 decibéis.


Convenção sobre a mudança do clima


No Protocolo de Kyoto, assinado em 1992, os países industrializados se comprometeram a reduzir até o ano 2000 suas emissões de dióxido de carbono para os níveis encontrados no ano de 1990, a fim de não modificar ainda mais o já alterado clima do planeta. Em seu processo de revisão e atualização, essa convenção sofreu uma retificação, em 1997, em Kyoto, no Japão, e por isso ela ficou conhecida como Protocolo de Kyoto. Nessa ocasião, ficou decidido que os países que aderiram reduziriam suas emissões, combinadas de gases de efeito estufa, em pelo menos 5%, entre os anos de 2008 e 2012.

Aberto para assinaturas a partir de 1998, com adesão de cerca de 180 países, esse acordo ainda não foi assinado pelos EUA, país responsável por quase um quarto das emissões globais de dióxido de carbono na atmosfera.


Cidades: as mais poluídas

Atenas (Grécia), Bangcoc (Tailândia), Budapeste (Hungria), Buenos Aires (Argentina), Cairo (Egito), Calcutá (India), Cidade do México (México), Cracóvia (Polônia), Jacarta (Indonésia), Karachi (Paquistão), Londres (Reino Unido), Los Angeles (EUA), Manila (Filipinas), Moscou (Federação Russa), Mumbai (India), Nova Délhi (India), Nova York (EUA),

Fonte: http://www.brasilcultura.com.br/almanaque-brasil-cultura/dia-mundial-do-meio-ambiente/

O Dia Mundial do Meio Ambiente em 2009


Foi no ano 1972, em Estocolmo, na Suécia, no seu primeiro encontro mundial sobre meio ambiente, que a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 5 de junho como o “Dia Mundial do Meio Ambiente”, o Dia da Ecologia. Naquele momento também foi criado o UNEP (PNUMA) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. E se confirmou que o meio ambiente deve estar no centro das preocupações da humanidade, e que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico.

Agora, depois de 37 anos, em 2009, neste Dia Mundial do Meio Ambiente, devemos nos perguntar se, de fato, o meio ambiente está no centro de nossas preocupações. E a resposta deve vir das ações cotidianas das pessoas, dos empreendimentos das empresas e das políticas dos governos. Será que, a partir de 1972, o meio ambiente ganhou centralidade em nossas decisões, em nossos pensamentos e ações?

Não há dúvida de que a questão ecológica ganhou espaço na mídia, nas escolas, nas conversas cotidianas, nos movimentos sociais, partidos de várias tendências, nas pastorais, nas universidades e em vários lugares e espaços da vida social. O meio ambiente ganhou o discurso da nossa geração, virou tema propício para nossas conversas. Agora, porém, cabe-nos uma autocrítica. Neste período em que progredimos tanto na maneira de ver a questão ambiental, evoluímos no debate e alargamos os espaços de ocupação das temáticas ambientais, precisamos interrogar nossas ações e avaliar os resultados das nossas decisões sobre o meio ambiente.

Com tanto debate que a ecologia nos proporcionou, será que realmente mudamos a maneira de pensar e ver a vida? Mudamos nossas arcaicas concepções sobre a natureza, sobre as pessoas e as mais diversas formas de vida? Estamos preocupados. Sim! Mas, estamos decididos a mudar o padrão de consumo, por exemplo? Aprendemos a usar os recursos naturais de forma sustentável? Ainda mantemos nossa ganância, o luxo, a opção pelas facilidades a todo custo, sem nos perguntarmos sobre a capacidade sustentável do planeta e sobre as necessidades das outras pessoas e de outros povos?

Já no primeiro encontro da ONU sobre meio ambiente, acima referido, se confirmou que o futuro da Terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantem o equilíbrio ecológico. E, hoje, onde estão esses valores e princípios? Se eles existem, então, devem estar movendo nossas ações. A ecologia nos abre os horizontes, nos faz ver a realidade socioambiental, nos interpela para a ação, mas questiona e ilumina nosso agir. Não basta simplesmente agir, é preciso mudar, transformar de dentro para fora.

Como diz o teólogo Leonardo Boff, é preciso mudar nosso paradigma. Ou seja, precisamos mudar a matriz do nosso modelo de sociedade, das nossas concepções, valores, pensamentos, conceitos. Uma mudança de vida para preservar a Terra e tudo o que vive nela, requer uma mudança profunda no ser humano. Em relação a muitas coisas, até podemos fazer opções e tomar atitudes sustentadas por campanhas publicitárias. Mas, as nossas ações ecológicas precisam ser sustentáveis, precisam ser amparadas por valores e princípios fundamentais e profundos. Nosso agir ecológico deve ser consistente, não pode ser descartável e precisa consistir e evoluir de geração em geração.

No Dia Mundial do Meio Ambiente de 2009, após 37 anos de a data ser proclamada, temos algo importante a fazer. Como humanidade, precisamos olhar nossa trajetória e, pensando no futuro, nos perguntar sobre quais os valores e princípios que estamos assumindo e incorporando na nossa vida, e que podem garantir o equilíbrio ecológico da Terra. Precisamos conferir se meio ambiente, de fato, ganhou a necessária centralidade. A questão é esta. No centro de nossas decisões e de nosso agir está a integridade da vida ou a mesquinhez do lucro, do luxo e do consumismo?

Precisamos pensar bem e agir bem, pois, a vida sente os reflexos de nossas ações e decisões. Um relatório divulgado pelo Fórum Humanitário Global no último dia 29 de maio, diz que “a mudança climática mata cerca de 320 mil pessoas por ano, de fome, doenças ou desastres naturais, e o número deve subir para 500 mil até 2030”. E para os que só pensam no lucro e em nome do crescimento econômico degradam o meio ambiente, é importante lembrar que os prejuízos causados pela mudança climática já superam os 125 bilhões de dólares ao ano. E este valor é mais do que a ajuda dos países ricos para os pobres.

Que o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Dia da Ecologia, nos faça pensar e agir. E também nos ajude a mudar o modo de pensar e agir. Pensar sem agir é anular o pensamento e agir sem pensar é a pura prepotência de achar que se está fazendo tudo certo.

Frei Pilato Pereira - Blog "Olhar Ecológico.

Fonte: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=153446

SAL DA TERRA Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Anda, quero te dizer nehum segredo
Falo nesse chão da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar

Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da

Terra
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos
Tu que és do homem a maçã

Vamos precisar de todo mundo

Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois

Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
(O sal da terra)

Flash Mob (protesto relâmpago) marca Dia do Meio Ambiente em três estados

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

As formas de protesto estão mudando. Guerra de travesseiros, pessoas sem calças na rua... quem nunca ouviu falar dessas manifestações rápidas que são divulgadas principalmente pela internet? São pequenos grupos que se mobilizam e combinam formas de manifestação. A moda invade o mundo e agora também a temática ambiental.

Nesta sexta-feira, dia 5, um Flash Mob será realizado em três estados para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente. Organizado por uma empresa mineira, a TencoCBL, o “Dia Garden”, como foi batizada a ação, acontece no Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os participantes estão sendo convidados a cantar a música Sal da Terra, composta por Beto Guedes e Renato Bastos, como uma forma de mobilização pela preservação do Meio Ambiente, às 19 horas, nos estacionamentos do Cariri Shopping (em Juazeiro do Norte, no Ceará), Plaza Macaé (Em Macaé, no Rio de Janeiro) e Villaggio Gutierrez (Belo Horizonte, em Minas Gerais).

Confira abaixo as regras divulgadas pela empresa para a realização do Dia Garden:

1- Espalhe o Dia Garden para todo mundo. Para todo mundo mesmo.

2- Decore a música que deverá ser cantada no dia (para não pagar mico de ser pego enrolando a língua).

3- A ação começa às 19 horas em ponto, não antes nem depois. Você deve chegar um pouco antes, e se concentrar no estacionamento do shopping. Só às 19h que os telões serão ligados e as pessoas começarão a cantar.

4- Se uma pessoa não souber o que está acontecendo no local, convoque-a participar e lhe ensine a música.

5- São proibidas manifestações políticas ou ideológicas.

6- A ação é em favor do meio ambiente, então, nada de levar qualquer material que possa prejudicar a natureza como copos descartáveis, balões, garrafas pet...

7- É importante a participação de todos, pois ao mesmo tempo estará acontecendo o mesmo evento em outros 2 shoppings em outras cidades do país.

8- Se houver imprensa presente, a resposta oficial a qualquer pergunta é “Estamos cantando para conscientizar as pessoas a colaborar para um mundo melhor.”

9- Venha com o objetivo de mostrar ao mundo a importância de lutarmos pelo nosso planeta. O ideal é batermos o recorde de pessoas unidas, em diferentes cantos do país, cantando por uma mesma causa.

10- Não vamos deixar nenhum lixo no local, após o evento. Temos que ser um exemplo a seguir.

Para quem pretende participar a empresa divulga ainda a letra da música:

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=46038

Carlinhos Brown lança música de alerta para a preservação do planeta


Talvez por ter sido menino criado solto pelo Candeal, crescendo junto com pés de manga, cajá e araçá, que já não estão mais lá, Carlinhos Brown foi facilmente convencido da urgência de ações em defesa do meio ambiente. No Carnaval, levou um urso-polar e uma baleia-jubarte para a rua e, pela internet, lançou um videoclipe para falar ao mundo dos cuidados que a Terra Mãe Água (Earth Mother Water) precisa. Ele vê no seu papel de comunicador o seu jeito de ajudar.

A TARDE - O que te motivou a agir pelo meio ambiente?

Carlinhos Brown - Foi ser um eterno necessitado da energia ambiental, que não é só a que vem da natureza, mas a que resulta da harmonia ambiental entre pessoas, flora e fauna. Eu moro à beira-mar, mas nasci num bairro que era um floresta e vi tudo isso ser destruído pela especulação imobiliária e nada podia fazer. Me chocou quando vi que o pé de araçá que eu amava e que eu sabia que podia durar até meus netos foi derrubado para botar um prédio no lugar. Aqui já não venta como antes. De manhã, os carros amanheciam neblinados, por causa da vegetação. Isso foi me amadurecendo, e, também, o fato de estar correndo o mundo, de conhecer cientistas, de participar de palestras. Agora o momento é de alerta, para educar. Os ambientalistas e cientistas têm medo do alarmismo, mas eu acho que é preciso alarmar mesmo.

AT - Daí, a ideia do videoclipe sobre as mudanças climáticas?

CB - Sim, o videoclipe foi para o mundo inteiro. Passou por cientistas. Era minha forma de colaborar, e tivemos apoio de ingleses ligados ao meio ambiente, de cientistas, de pesquisadores que veem o artista como propagadores, me juntei com gente de cinema, fomos em lixões, mostramos que o meio ambiente também envolve as pessoas. É o “meio ambiente inteiro”, que é uma integração geral com o ser humano.

AT
- Você acha que o artista tem de se engajar mais?

CB - A arte corre o mesmo risco que todos. E, se o artista é um comunicador, ele deve colaborar não só com o exemplo pessoal, mas para alertar a massa. Não estou fazendo nada a não ser colaborar com este momento de educar as pessoas. Vejo que é muito difícil neste processo as ações serem tomadas de imediato porque vai mexer em algo que é um dos maiores problemas, que é o consumo. Hoje, o consumo está desenfreado por causa dessa fartura de produtos. Mas pode começar pensando assim: “quer ajudar o meio ambiente”? Então, separe o lixo corretamente. Todo mundo pode separar o lixo corretamente. Quer ajudar o meio ambiente? Então, alô, senhores cidadãos das praias de Itapuã à Ribeira, quem disse que é obrigação do prefeito ou do gari limpar a sujeira que você deixa na praia? Leve um saquinho. É um absurdo jogar pontas de cigarro na praia. O chiclete é uma desgraça!

AT - O que você vê de mais grave ameaça ao meio ambiente em Salvador?

CB - Tem a orla, que é nossa sala de visitas e que está daquele jeito. A praia mostra também a questão da governança. A orla de Salvador é a total demonstração da falência da capacidade gestora pública. Os órgãos não se entendem e tá uma degradação só. Também vejo que já estava na hora de a prefeitura fazer uma coisa maior em coleta seletiva porque não se pode cobrar isso só da classe média. Todos os bairros têm de ter estrutura para a coleta seletiva. Mas, mais do que falar, tá na hora de juntar essa cidade toda e ver: “Onde é que eu posso plantar?” e a gente fazer uma grande plantio de árvores pelos vales onde antes tinha grandes árvores, como mangueiras, como no Vale de Nazaré. Minha vontade era conseguir uma área para criar algum projeto de educação ambiental para levar as pessoas a terem contato com a natureza.

Fonte: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1160369

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Brasil defende biocombustíveis e ressalta papel ecológico

O Governo brasileiro assegurou hoje que a produção de biocombustíveis não vai encarecer o preço da matérias-prima agrícola, na abertura da segunda "cúpula do etanol", que discutirá durante três dias os desafios dessa indústria perante a crise global.

"O etanol não pode ser o bode expiatório do fracasso de organismos internacionais, porque a produção e a utilização do etanol não foram e não serão responsáveis pelos preços das matérias-primas agrícolas", disse a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na inauguração do encontro em São Paulo.

Dilma destacou que, no caso do Brasil, os biocombustíveis "são os grandes responsáveis" por alcançar 46% de uso de energia renovável na matriz energética atual.

A média mundial de uso de energia renovável na matriz energética é de 12%.

"Em 2008, o uso de etanol superou o da gasolina na frota de automóveis e assim constatamos inovações que vão desde o consumo de água na produção até o automóvel ''flex'''''', ressaltou a ministra.

O Brasil conta com uma frota de mais de sete milhões de automóveis flex, que permitem a combustão com etanol, gasolina e a mistura de ambos. Além disso, o álcool é misturado obrigatoriamente em até 25% da gasolina.

"O etanol é uma prioridade nossa, pois oferece grandes possibilidades econômicas. na criação de empregos e no combate à mudança climática", ressaltou.

Dilma lembrou que há 30 anos, quando foi iniciada a produção de etanol em grande escala no Brasil, se produziam 3 mil litros anuais por hectare cultivado de cana-de-açúcar, um número que hoje já é de 7.500 litros por hectare.

"Nesses 30 anos, com o uso do etanol, deixamos de emitir 850 milhões de toneladas de gás carbônico", assegurou.

Com relação às críticas que o setor produtivo de cana-de-açúcar recebe pelas denúncias sobre trabalho escravo nesse cultivo, Dilma assinalou que "nos próximos dias" o Governo anunciará um protocolo assinado por empresários e trabalhadores que beneficiará 500 mil camponeses.

No fechamento do primeiro dia de debates, o ex-presidente americano Bill Clinton afirmou, no entanto, que o Brasil deve demonstrar que sua produção de etanol não destroi a floresta amazônica, como apontam os críticos ao biocombustível brasileiro.

"Se aceitarmos ajuda para resolver nosso problema, podemos piorar o problema com o desmatamento no Brasil, então o que se ganharia? Se o Brasil demonstrar que cultivar cana não destroi ecossistemas, terá o apoio de todo o mundo", comentou Clinton.

Clinton também defendeu o aumento do comércio de créditos de carbono, especialmente de países como EUA e Brasil que, paradoxalmente, compartilham a liderança de produção de combustíveis "limpos", mas estão entre os principais poluidores.

O segundo congresso mundial de etanol, que segue ao realizado em 2007 também em São Paulo, debate os desafios desse biocombustível em meio à crise global.

Durante três dias, dezenas de representantes dos Governos, do setor privado e especialistas técnicos da área discutirão os alcances e desafios do etanol como fonte de energia renovável e "limpa".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem gravada em vídeo na qual defendeu a produção mundial do etanol e convidou os demais países a assumir a responsabilidade para diminuir os efeitos das emissões de gases a partir dos biocombustíveis.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ratificou seu empenho em ajudar os países latino-americanos a implantar regulação na área de biocombustíveis, enquanto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disse que aumentou a linha de financiamento para o setor.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, comentou que entre janeiro e abril foram desembolsados R$ 3,2 bilhões para o setor, 36% a mais que no mesmo período de 2008.

O governador de São Paulo, José Serra, que também discursou na primeira sessão, apontou que o potencial do setor para gerar energia a partir da biomassa da cana-de-açúcar (etanol de segunda geração) em 2012 é de 56% da capacidade da hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo em operação.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3799721-EI238,00-Brasil+defende+biocombustiveis+e+ressalta+papel+ecologico.html

domingo, 31 de maio de 2009

Tartarugas ameaças de extinção conseguem aumentar sua população.Fonte: Jornal A Tarde

Três espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção (cabeçuda, de pente e oliva) têm apresentado tendência de crescimento populacional no Brasil, enquanto sua quantidade diminui no resto do mundo. A análise é do Projeto Tamar, que realiza há 30 anos um trabalho de preservação desses animais no País.


Todas as seis espécies de tartarugas marinhas do Oceano Atlântico se encontram ameaçadas de extinção. No Brasil, além das três já citadas, existem também a tartaruga verde e a tartaruga de couro, estas ainda com diminuição populacional. A única que não ocorre no País é a Lepidochelys kempii.


“A ameaça está ligada ao ciclo reprodutivo das tartarugas, que se dá nas praias. Essas áreas sempre foram as primeiras a serem colonizadas pelo homem e são os locais que concentram maior adensamento humano. Por isso, a ação do homem sobre as tartarugas já vem de muito tempo”, explica Eduardo Saliés, executor de base do Projeto Tamar em Arembepe.


Segundo ele, no período contemporâneo se intensificou a influência humana na vida das tartarugas marinhas. “A profissionalização da pesca, com redes e espinhais, acabou causando a captura desses animais. É claro que ao pescador não interessam as tartarugas, mas elas acabam afetadas e prejudicadas”, alerta.


Bahia – O trabalho de preservação do Projeto Tamar começou na Bahia e se estende hoje pelos 215 km do Litoral Norte. As praias do Estado servem como local de desova das tartarugas marinhas, no período que vai de setembro a março, conhecido como temporada de desova.


As fêmeas depositam cerca de 100 ovos na areia, em um ninho cavado a um metro de profundidade. Uma fêmea passa por esse processo de três a cinco vezes durante a temporada reprodutiva. Após 45 dias, os filhotes nascem e seguem para o mar. Na Bahia, 70% dos nascimentos ocorrem na região de Arembepe, onde há uma base do Tamar. Outras se encontram na Praia do Forte, Costa do Sauípe, Sítio do Conde e Mangue Seco. O projeto ainda está presente no Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. A principal atuação é na proteção das áreas de desova, monitorando os litorais para que as pessoas não interfiram nos ninhos. Há também trabalhos de conscientização e proteção das áreas de alimentação desses animais.


Gabão – Um grupo internacional de cientistas divulgou neste mês a descoberta da maior população mundial da tartaruga de couro, nas praias do Gabão, na África. Eles estimam que existem entre 15 mil e 41 mil fêmeas nesses locais. “Como elas estão ameaçadas de extinção, encontrar uma população tão numerosa é positivo para os esforços de preservação”, considerou Saliés.


No Brasil, ainda não existem dados do número de tartarugas. As tartarugas marinhas são importantes para o controle de outras populações. Elas se alimentam de caravelas, águas-vivas, esponjas e outros animais marítimos. A extinção dos répteis cascudos levaria a uma proliferação desses animais, que causaria um desequilíbrio no ecossistema e prejudicaria até mesmo a atividade de pesca.